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Qual é a sua?
sábado, março 03, 2012
sexta-feira, março 02, 2012
Opinião Alheia
Fazer o que lhe deixa feliz, é, muitas vezes, desagradar boa parte dos que lhe cercam, inclusive pessoas que você ama. Porém, quanto mais você tenta agradar forçadamente as pessoas, mais falso você se torna.
Aí, chegamos naquele impasse: Ou você faz realmente as coisas que gosta ou vive preocupado com o que os outros vão pensar de você.
E, de qualquer forma, às cegas, às tontas, tenho feito o que acredito, do jeito talvez torto que sei fazer.
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Caio Fernando Abreu
quinta-feira, março 01, 2012
Fernando Pessoa
Alguns livros ou autores marcam nosas vidas para sempre.
Para mim, Fernando Pessoa teve esse papel.
Quando o li pela primeira vez, presente da Mona, fiquei encantado. Era como se ele descrevesse muito do que eu sentia, e que não conseguira até então expressar em palavras.
Você já sentiu isso em relação a algum livro ou obra de arte?
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem
a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos
mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos
ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
Doação de Sangue
A primeira vez que doei sangue foi surpreendente.
Eu imaginava tudo, menos que ia me sentir tão bem com uma agulha enfiada no meu braço e meu sangue indo embora.
Eu era subitamente humano.
Não custa.
Se você tem mais de 18 anos, experimente esta sensação de leveza: junte os amigos (é mais divertido ir em grupo) e vá doar sangue.
Se não tem 18 ainda, convença os conhecidos maiores de idade a doarem.
Info: www.hemominas.mg.gov.br
domingo, fevereiro 05, 2012
terça-feira, janeiro 10, 2012
Pensamentos Noturnos
Os melhores pensamentos quase sempre surgem sob as cobertas. Porém, ao acordar, tudo é esquecido. Tentei colocar caderno e caneta ao pé da cama. Não deu certo: a preguiça de estender os braços foi maior que a vontade de escrever. Nas raras vezes em que acordei lembrando de minhas ideias, achei-as tão tolas!
Algumas ideias têm valor apenas quando surgem no pensamento. Se não fizermos ao menos um esboço, elas se tornam obsoletas.
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domingo, janeiro 08, 2012
Dia de Visita
Todos os domingos
ele faz a barba
e veste sua melhor roupa.
Compra um pacote de biscoitos
e prepara o suco
de laranja.
Sentado num banco
no jardim do asilo,
junto aos outros velhos,
espera a visita dos filhos.
Este domingo, mais uma vez,
eles não vieram.
Mas também, desculpa, fez
um dia tão bonito...
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Sílvio Ribeiro de Castro
Local:
Belo Horizonte - MG, Brasil
quinta-feira, janeiro 05, 2012
C'as mões
não sei escrever sonetos.
não consigo medir o tamanho dos desastres
que escrevo,
nem as consequências das burradas que faço.
no máximo, rabisco uns poemas caolhos
inspirados nos meus percalços
e a vida me dá o troco:
ora em aplausos
ora em socos.
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Claro que sou louca. Estou aqui amando e fazendo poesia. Os normais estão ocupadíssimos articulando a guerra...terça-feira, janeiro 03, 2012
Consumir Livros
Comprar livros é uma delícia!
E há lugares em que se os adquire por precinhos ótimos: nos sebos ou mesmo com certos camelôs, se pode encontrar pérolas literárias e didáticas a R$ 5,00, ou até menos.
A rede ALE de postos de combustíveis está com uma campanha interessante visando a troca, principalmente agora, nesse começo de ano letivo. Os postos participantes estão com um cesto de livros ao lado da bomba de combustível, onde você pode pegar os que sejam de seu interesse e que lá estejam e deixar aqueles que você não quer ou não precisa mais. Vale a pena participar. Eu já fiz minha troca e adquiri mais três livros para minha coleção.
Às vezes saio à rua com a intenção de encontrar livros e torná-los meus. É um tipo de consumo saudável.
E você? Tem o hábito de cultivar livros para si ou pra presentear?
domingo, janeiro 01, 2012
Tomara
Tomara que os olhos de inverno das circuntâncias mais doídas não sejam capazes de encobrir por muito tempo os nossos olhos do sol. Que toda vez que o nosso coração se resfriar à beça, e a respiração se fizer áspera demais, a gente possa descobrir maneiras de cuidar dele com o carinho todo que ele merece. Que lá no fundo mais fundo do mais fundo abismo nos reste sempre uma brecha qualquer, ínfima, tímida, para ver também um bocadinho de céu.
Tomara que os nossos enganos mais devastadores não nos roubem o entusiasmo para semear de novo. Que a lembrança dos pés feridos quando, valentes, descalçamos os sentimentos, não nos tire a coragem de sentir confiança. Que sempre que doer muito, os cansaços da gente encontrem um lugar de paz para descansar na varanda mais calma da nossa mente. Que o medo exista, porque ele existe, mas que não tenha tamanho para ceifar o nosso amor.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo que estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos pesares todos, dos pesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
Tomara.
Marcadores:
Caio Fernando Abreu
terça-feira, novembro 29, 2011
O que ela quer é falar de amor. Fazer cafuné, comprar presente, reservar
hotel pra viagem, olhar estrela sem ter o que dizer. Quer tomar vinho e
olhar nos olhos. Ela quer poder soprar o que mora dentro, o que não
cabe, que voa inocente e suicida. Ela quer o que não tem nome. Quer rir
sem saber de quê, passar horas sem notar, quer o silêncio e a falação.
Ela quer bobagem. Quer o que não serve pra nada. Quer o desejo, que é
menos comportado que a vontade. Ela quer o imprevisto, a surpresa, o
coração disparado, o medo de ser bom. Quer música, barulho de e-mail na
caixa, telefone tocando. Ela tem muito e quer mais. Quer sempre. Quer se
cobrir de eternidade, quer o oxigênio do risco pra ficar sempre menina.
Ela quer tremer as pernas, beijo no ponto de ônibus e a milésima
primeira vez. Quer cor e som, lembrança de ontem, sorriso no canto da
boca. Ela quer dar bandeira. Quer a alegria besta de quem não tem juízo.
O que ela quer é tão simples. Só que ela não é desse mundo.
domingo, julho 03, 2011
sexta-feira, julho 01, 2011
segunda-feira, junho 20, 2011

No fim destes dias encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que me abençoa e passa a mão na minha cara marcada, na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fudo quente da curva do teu ombro. Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos teus braços e você me beija e você me aperta e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo, tudo bem.
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domingo, junho 12, 2011

Te amo mais uma vez esta noite
talvez nunca tenha cometido "euteamo"
assim tantas seguidas vezes, mal cabendo no fato
e no parco dos dias.
(...)
Pois que o "euteamo" é da dinâmica dos dias
É do melhoramento do amor
É do avanço dele
É verbo de consistência
É conjugação de alquimia
É do departamento das coisas eternas.
Que o amor venha pra casa pessoa que deseja verdadeiramente amar.
Que todos no mundo possam em algum momento encher o coração de amor
e assim espalhar amor pelo mundo.
Que a energia do dia dos namorados seja forte, suave, intensa
e encha o mundo de alegria.
quarta-feira, junho 01, 2011
As Invasões Bárbaras
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O diretor Denis Arcand completa neste filme a história de "O Declínio do Império Americano", que dirigiu em 1986. Enquanto "Declínio..." associava decadência ao papel desestruturante do sexo e do social, Invasões Bárbaras trata de forma sensível, da crise do socialismo pós-muro e do hedonismo pós-AIDS. Muitos diálogos e silêncio lindos. Filmes para celebrar o seu tempo.
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domingo, maio 29, 2011
Mudanças
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Mudar talvez seja a mais complicada exigência dentre todas aquelas necessárias à sobrevivência. É menos trabalhoso permanecer imóvel, sentindo uma dor já conhecida, sem correr o risco de outra ainda mais forte e com a qual não sabemos lidar. Mas, enfim, é uma necessidade, logo, cedo ou tarde, queiramos ou não, simplesmente mudamos!
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terça-feira, maio 03, 2011
sexta-feira, abril 01, 2011
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Eu não sei como ele espirra ou como é que ele coça a barba quando está crescendo. Eu não sei qual é o cheiro de suas têmporas, nem em quantos segundos ele vira um copo com água. Se pára na metade do copo para respirar. E, se pára na metade, se coloca o copo de volta na pia. E, se coloca de volta o copo na pia, se me comeria ali mesmo, antes do segundo gole, se por acaso eu me enfiasse entre ele e a pia, entre ele e o copo, entre ele e a sede, entre ele e a fome. São coisas que eu nunca soube a seu respeito. Mas, todos os dias, ele é comido pelo meu desejo. Não é um desejo de pulsos, joelhos, cotovelos. É um desejo encefálico que se transfigura em fálico. É a sua inteligência que eu tenho vontade de chupar para dentro da minha. O que eu sei a seu respeito é só um pedaço de ombro, braço, rosto e pescoço. E é esse pedaço que eu desejo. Existem olhos que não são quaisquer olhos e são esses que estou indo encontrar. Existem olhos que são úmidos de oceano e eu aqui, olhando o nada. Nessa poltrona que eu olho os meus olhos não encostam, eles atravessam o tecido, sem rasgar ou ferir, eles atravessam o céu sem perfurar estrelas fincadas.
.Deve ser nessa hora, quando o nosso olhar se perde, que enxergamos a morte. A morte o tempo todo nos rondando, uma fera que se alimenta dos restos de segundos que largamos para trás, para que assim ela aceite não nos matar. É a vida quem alimenta a morte até o segundo insustentável. Eu não sei em quantos segundos a morte vira um copo de água ou se ela me comeria ali mesmo em orgasmos agudos que me dóem por dentro da vida..
E quando eu olhar nos olhos dele? E quando eu tirar a máquina de suas mãos, com urgência, a sua roupa, o seu medo, beijar a sua boca, a morte nos rondando, engolindo os nossos segundos e arrotando todo esse tempo que estivemos longe, e quando eu puxar para perto e ele estiver por dentro, e quando eu tocar a sua língua com a minha e nascerem árvores de plástico como é que vai ser? Será que o mundo vai tampar os ouvidos. Será?
domingo, março 20, 2011
segunda-feira, março 14, 2011
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