Qual é a sua?

Mostrando postagens com marcador Tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tempo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, agosto 18, 2010

O tempo existe na sua cabeça

Tudo que conhecemos é relação. Através da observação dos relacionamentos que os objetos mantêm entre si, podemos visualizar o tempo, esse elemento físico vaporoso, intocável e transparente. Estudando o espaço, e a maneira como nele os objetos se movimentam, afastando-se, aproximando-se e interagindo uns com os outros, até somos capazes de manipular as horas, como se elas fosse, de fato, algo concreto e palpável. Mas não são as horas que manipulamos, e sim os objetos que a elas relacionamos.
.
Quando Einstein disse que "o tempo não existe", na verdade poderia dizer que "o homem criou o tempo".
.
Para entender melhor, imagine que você está a cinco quadras de casa. Vai demorar dez minutos até chegar ao portão. A sua noção de tempo vai ficar ainda mais nítida se você contar os passos. Mas a sensação de passagem do tempo nada mais é do que a passagem dos espaços. A cada passo, a paisagem à sua frente se modifica. Se você se concentrar em outra coisa, uma lembrança ou um plano futuro, a paisagem desaparecerá. Será percebida pela sua retina e enviada até o cérebro, mas o cérebro estará ocupado com outra coisa. Estará pensando, por exemplo, onde estava a existência quando você não existia. Estará talvez pensando que Deus não desce mais até nós porque sabe muito bem o que fazemos com as criaturas aladas. E quando você vê, está diante do portão de sua casa, surpreso por ter chegado tão rápido. E você pensa: "Nossa, o tempo passou tão rápido!". Mas o tempo não passou. O que aconteceu foi que você anulou a sua sensação de tempo. O espaço daquelas cinco quadras foi substituído por uma fantasia, um pensamento, uma alegoria, e o tempo desapareceu.
.
.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Tempo, tempo, mano velho - Parte I

No sofá, a chuva caindo e os motoristas lá fora, buzinando freneticamente em seus carros, numa "belíssima" sinfonia, como se fazer barulho os fizesse chegar mais rápido em casa...
.
Me lembrei de uma reportagem que ouvi há um certo tempo - o cara falava que muitas pessoas deixam de fazer determinadas coisas para "economizar" tempo, e em seguida ele indagava: "Como se economiza tempo, já que o mesmo não é algo que você possa colocar num potinho pra usar depois?". Lembro que, quando fui pensar no real significado do que ele disse, ri muito, pensando no quanto somos tolos, todo mundo em algum momento já "economizou" tempo, mas alguém se recorda de tê-lo usado depois?
.
Voltei a escutar o estardalhaço do engarramento em frente minha janela... e antes de vir ocupar este espaço com minhas idéias, resolvi observar o paradoxal não-movimento da rua com a pressa de se chegar a algum lugar/lugar algum. Acho que agora todos queriam colocar em prática os versos de Leminski:
.
(...)
Queria entrar
Com os dois pés
No peito dos porteiros
Dizendo pro espelho
- Cala a boca
E pro relógio
Abaixo os ponteiros.
Powered By Blogger