Qual é a sua?

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sexta-feira, novembro 09, 2007

Tempo, tempo, mano velho - Parte I

No sofá, a chuva caindo e os motoristas lá fora, buzinando freneticamente em seus carros, numa "belíssima" sinfonia, como se fazer barulho os fizesse chegar mais rápido em casa...
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Me lembrei de uma reportagem que ouvi há um certo tempo - o cara falava que muitas pessoas deixam de fazer determinadas coisas para "economizar" tempo, e em seguida ele indagava: "Como se economiza tempo, já que o mesmo não é algo que você possa colocar num potinho pra usar depois?". Lembro que, quando fui pensar no real significado do que ele disse, ri muito, pensando no quanto somos tolos, todo mundo em algum momento já "economizou" tempo, mas alguém se recorda de tê-lo usado depois?
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Voltei a escutar o estardalhaço do engarramento em frente minha janela... e antes de vir ocupar este espaço com minhas idéias, resolvi observar o paradoxal não-movimento da rua com a pressa de se chegar a algum lugar/lugar algum. Acho que agora todos queriam colocar em prática os versos de Leminski:
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(...)
Queria entrar
Com os dois pés
No peito dos porteiros
Dizendo pro espelho
- Cala a boca
E pro relógio
Abaixo os ponteiros.

terça-feira, junho 12, 2007

Dia dos Namorados, dos Perdidos, dos Achados...


Afinidade entre namorados...
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Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar uma palavra. É receber o que vem do outro com uma aceitação anterior ao entendimento. Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios. Sentir com é não ter necessidade de explicação do que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar. Ou quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
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Se você está com alguém , aproveite e já vá fazendo planos de uma comemoração dionísica: um lugar legal, cheiro, música, comida, bebida, o que te der prazer. Se não estiver, nada de neuras, aproveite o dia com você, se dê um presente, se dê de presente. Afinal, como dizia
Leminski, "o amor não acaba, apenas transforma-se em raiva ou em rima".
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[André questiona... (e se confunde mais)]
"A Cheila e eu não estamos namorando, então o que eu faço no dia 12/06?"
a) Compro um presente mesmo assim. (Mas ela pode pensar que isso é o começo de algo sério?!)
b) Digo que estou com dor de cabeça. (Putz, isso é coisa de mulher!)
c) Olho pro alto e assovio. (Hmmm...)
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[Enquanto isso, Lisa suspira...]
"O que é mais importante: a profissão ou o amor? Eu responderia: a profissão, é claro! Mas nas noites de insônia respondo, cabisbaixa: o amor!"
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