Qual é a sua?

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sábado, novembro 10, 2007

E por falar em chuva ali atrás...


Estou torcendo para que chova durante todo o final de semana. Não, não quero estragar a programação de ninguém. Desde criança adoro as grandes tempestades, a chuva torrencial... Aquela abundância de água, o ímpeto dos trovões. E como não consigo desvincular a combinação de chuva e música, lembro-me de um episódia da infância.


Aos 6 anos mais ou menos, alguém em minha casa estava ouvindo um cd, ops LP. Eu que até então me interessava por Balão Mágico e Trem da Alegria, comecei a prestar atenção. Na época pensei que aquela era a música mais triste que poderia existir no mundo inteiro, que para mim era pequeníssimo, como só entendia algumas palavras do inglês, acho que o que realmente me impressionava era o barulho dos trovões (efeitos especiais). Engraçado que fiquei com a música na cabeça, e alguns anos mais tarde descobri que era Cryin' in the Rain, do A-ha. Então passei a achar que a melancolia presente nela era perfeita.


É, mas aos 15 anos experimentei o real significado dos versos "... I've got my pride and I know hot to hide all my sorrow and pain - I'll do my cryin' in the rain...". E como chorei, até não conseguir abrir os olhos... e estava na chuva, me senti num vídeo clipe. Mas também voltei à antiga sina - sim, essa era a música mais triste, pelo menos do meu mundinho naquele instante.

Hoje em dia comprei um dvd do A-ha, e fico feliz por tê-lo em mãos para ouvir quando quiser. Traz muitas lembranças.


Às vezes a música aparece sem que a tenhamos escolhido, como nos filmes, em salas de espera, elevador, ao telefone, nas rádios, quando ganhamos um cd. Ou então quando escolhemos o som que queremos ouvir e queremos ouví-lo muitas vezes, quando compramos o cd e queremos tê-lo à mão, como uma espécie de reserva de emoção e prazer. Pra mim, em qualquer situação a música materializa o momento e aquece o ambiente.


"Someday my crying is done. I'm gonna wear a smile and walk in the sun. I may be a fool, but till then, darling, you'll never see me complain... I'll do my crying in the rain."

sexta-feira, novembro 09, 2007

Tempo, tempo, mano velho - Parte I

No sofá, a chuva caindo e os motoristas lá fora, buzinando freneticamente em seus carros, numa "belíssima" sinfonia, como se fazer barulho os fizesse chegar mais rápido em casa...
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Me lembrei de uma reportagem que ouvi há um certo tempo - o cara falava que muitas pessoas deixam de fazer determinadas coisas para "economizar" tempo, e em seguida ele indagava: "Como se economiza tempo, já que o mesmo não é algo que você possa colocar num potinho pra usar depois?". Lembro que, quando fui pensar no real significado do que ele disse, ri muito, pensando no quanto somos tolos, todo mundo em algum momento já "economizou" tempo, mas alguém se recorda de tê-lo usado depois?
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Voltei a escutar o estardalhaço do engarramento em frente minha janela... e antes de vir ocupar este espaço com minhas idéias, resolvi observar o paradoxal não-movimento da rua com a pressa de se chegar a algum lugar/lugar algum. Acho que agora todos queriam colocar em prática os versos de Leminski:
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(...)
Queria entrar
Com os dois pés
No peito dos porteiros
Dizendo pro espelho
- Cala a boca
E pro relógio
Abaixo os ponteiros.
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