Qual é a sua?

Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, março 10, 2011

.
.
.
Há livros que marcam gerações. "O Lobo da Estepe", de Herman Hesse é um deles. Pertence ao imaginário de milhares de pessoas que viajaram por suas páginas, vivendo a descoberta e valorização desse tipo humano, o lobo, que se recusa a se submeter às normas socialmente determinadas, e precisa descobrir seus próprios caminhos para se conhecer e ser feliz.
.
Fica a dica!
.
.
.

quinta-feira, agosto 05, 2010

A vida é um eterno amanhã

João Ubaldo Ribeiro, em crônica escrita para um jornal alemão e publicada no livro "Um brasileiro em Berlim", explica o conceito de amanhã:
.
As traduções são muito mais complexas do que se imagina. Não me refiro a locuções, expressões idiomáticas, palavras de gíria, flexões verbais, declinações e coisas assim. Isto dá para ser resolvido de uma maneira ou de outra, se bem que, muitas vezes, à custa de intenso sofrimento por parte do tradutor. Refiro-me à impossibilidade de encontrar equivalências entre palavras aparentemente sinônimas, unívocas e univalentes. Por exemplo, um alemão que saiba português responderá sem hesitação que a palavra portuguesa "amanhã" quer dizer "morgen". Mas coitado do alemão que vá para o Brasil acreditando que, quando um brasileiro diz "amanhã", está realmente querendo dizer "morgen". Raramente está. "Amanhã" é uma palavra riquíssima e tenho certeza de que, se o Grande Duden fosse brasileiro, pelo menos um volume teria de ser dedicado a ela e outras, que partilham da mesma condição.

"Amanhã" significa, entre outras coisas, "nunca", "talvez", "vou pensar", "vou desaparecer", "procure outro", "não quero", "no próximo ano", "assim que eu precisar", "um dia destes", "vamos mudar de assunto", etc. e, em casos excepcionalíssimos, "amanhã" mesmo. Qualquer estrangeiro que tenha vivido no Brasil sabe que são necessários vários anos de treinamento para distinguir qual o sentido pretendido pelo interlocutor brasileiro, quando ele responde, com a habitual cordialidade nonchalante, que fará tal ou qual coisa amanhã. O caso dos alemães é, seguramente, o mais grave. Não disponho de estatísticas confiáveis, mas tenho certeza de que nove em cada dez alemães que procuram ajuda médica no Brasil o fazem por causa de "amanhãs" casuais que os levam, no mínimo, a um colapso nervoso, para grande espanto de seus amigos brasileiros - esses alemães são uns loucos, é o que qualquer um dirá.

A culpa é um pouco dos alemães, que, vamos admitir, alimentam um número excessivo de certezas sobre esta vida incerta, número quase tão grande como a quantidade exasperante de preposições que freqüentam sua língua (estou estudando "auf" e "au" no momento, e não estou entendendo nada). São o contrário dos brasileiros, a maior parte dos quais não tem a menor idéia do que estará fazendo na próxima meia hora, quanto mais amanhã.

Talvez tudo se reduza a uma questão filosófica sobre a imanência do ser, o devenir, o princípio de identidade e outros assuntos do quais fingimos entender, em coquetéis desagradáveis onde mentimos a respeito de nossas leituras e nossos tempos na Faculdade. No plano prático, contudo, a coisa fica gravíssima. Se o Brasil tivesse fronteiras com a Alemanha, não digo uma guerra, mas algumas escaramuças já teriam eclodido, com toda a certeza - e a Alemanha perderia, notadamente porque o Brasil não compareceria às batalhas nos horários previstos, confundiria terça-feira com sexta-feira, deixaria tudo para amanhã, falsificaria a assinatura oficial no documento de rendição, receberia a Wehrmacht com batucadas nos momento, mais inadequados e estragaria tudo organizando almoços às seis horas da tarde.

Falo por experiência própria. When in Rome do as the Romans do ditado que deve ter uma versão latina muito mais chique, mas, infelizmente, não disponho aqui de meus livros de citações, para dar a impressão aos leitores de que leio Ovídio e Horácio no original. Mas, em inglês ou em latim, acho esse um pensamento de grande sabedoria e procuro segui-lo à risca, na minha atual condição de berlinense, tanto assim que, não fora minha tez trigueira e meu alemão abestalhado, ninguém me distinguiria, fosse por traje ou maneiras, dos outros berlinenses bebericando uma cervejinha ali na Adenauerplatz.

Fica tudo, porém, muito difícil em certas ocasiões, como hoje mesmo. O telefone tocou, atendi, falou um alemão simpático e cerimonioso do outro lado, querendo saber se eu estaria livre para uma palestra no dia 16 de novembro, quarta-feira, às 20:30h. Sei que é difícil para um alemão compreender que esse tipo de pergunta é ininteligível para um brasileiro. Como alguém pode marcar alguma coisa com tanta precisão e antecedência, esses alemães são uns loucos. Mas não quis ser indelicado e, como sempre, recorri a minha mulher.

- Mulher - disse eu, depois de pedir que o telefonador esperasse um bocadinho. - Eu tenho algum compromisso para o dia 16 de novembro, quarta-feira, às 20:30h?

- Você está maluco? - disse ela. - Quem é que pode responder a esse tipo de pergunta?

- Eu sei, mas tem um alemão aqui querendo uma resposta.

- Diga a ele que você responde amanhã.

- E quando ele telefonar amanha? Ele é alemão, ele vai telefonar amanhã, ele não sabe o que quer dizer amanhã.

- Ah, esses alemães são uns loucos. Você é escritor, invente uma resposta poética, diz a ele que a vida é um eterno amanhã.

Achei uma idéia interessante, mas não a usei, apenas disse que ele telefonasse amanhã. Mas claro que não sei o que dizer amanhã e fui dormir preocupado, tanto assim que ainda incomodei minha mulher com uma cotovelada. Afinal, os alemães são organizados, é uma vergonha a gente não poder planejar as coisas tão bem quanto eles. Que é que eu faço?

- Ora - respondeu ela, retribuindo já cotovelada -, pergunte a ele se os alemães planejaram a reunificação para agora. E, se ele for berlinense, pergunte se ele não preferia deixá-la para amanhã.

- Touché - disse eu, puxando o cobertor para cobrir a cabeça e resolvendo que amanhã pensaria no assunto.

(Um brasileiro em Berlim, 1993.)

domingo, abril 13, 2008

E para ler...



O Papa de Hitler, é um livro excelente para quem não tem pré-conceitos de se infiltrar no interior da igreja católica e nos bastidores da diplomacia (ou não) do Vaticano durante a Segunda Guerra Mundial. Reconstitui os fatos com preciosismo e certamente nos ajuda a derrubar estigmas importantes da história recente e atual.

CORNWELL, John. O papa de Hitler: a história secreta de Pio XII. Rio de Janeiro: Imago, 2000. 472p.

quinta-feira, abril 10, 2008

Feito um Vendaval

Paixão é a alucinação amorosa. E os apaixonados são de duas espécies: os generosos que se dão inteiramente, se jogando nas mão do outro, e os possessivos, que querem que o outro se incorpore a eles convertidos em sombra-viva.
.
Paixão, por isto, é arma de dois gumes. E corta. E sangra. Se não sangrou, se não teve insônia, se não desesperou, paixão não era. Talvez fosse desejo, que o desejo é diferente. No desejo a gente quer o outro para possuir apenas, passageiramente. Na paixão, não. Na paixão, a gente quer se fundir com o outro, para sempre. E se o outro disser assim: "Vai ali buscar aquela estrela para mim", a gente vai. Se disser: "Não estou gostando do seu nariz", a gente opera.
.
A paixão é boa? A paixão é ruim? Ninguém sabe. Ela acontece. Como certas tempestades, ela acontece. Assim como depois dos vendavais os elementos da natureza já não são os mesmos, ninguém é o que era depois do desvario da paixão. Vidas renascem com paixões. Outras viram cinzas por causa dela. E há pessoas que são como aquela ave mítica, a Fênix, vivem renascendo das cinzas da paixão.
.
Marx (Karl Marx, filósofo alemão) errou completamente. Não é a luta de classes que move a história, é a paixão. Paixão é a revolução a dois. E toda a comunidade fica abalada. Foi assim com Romeu e Julieta. Foi assim com Tristão e Isolda. Não é de hoje que reinos se fazem e se refazem por causa da paixão.
.
Existe diferença entre amor e paixão? Existe. o amor, claro que há luminosa coabitação. Mas o amor é também paciente construção. Já a paixão é arrebatamento puro e a voragem é tão grande que pode tudo se esgotar de repente. Quantas vezes se apaixona numa vida? Há gente que vive inventando paixões para viver. E há gente que organiza toda sua vida em torno de uma única e consumidora paixão.
.
Paixão é transgressão. Quanto mais obstáculos inventarem, mais o apaixonado os saltará. E o apaixonado não tem medo do ridículo. O que lhe importa o mundo se o seu mundo é apenas o mundo da pessoa amada? [o.Õ]
.
A paixão tem cor. É roxa. É vermelha. Pressupõe morte e ressurreição.
.
Da paixão vivemos muito.
.
Da paixão morremos sempre.
.
.
.
Affonso Romano de Sant'Anna

domingo, março 30, 2008

The Body

Stephen King
.
.
"As coisas mais importantes são as mais difíceis de expressar. São coisas das quais você se envergonha, pois as palavras as diminuem -- as palavras reduzem as coisas que pareciam ilimitáveis quando estavam dentro de você à mera dimensão normal quando são reveladas. Mas é mais que isso, não? As coisas mais importantes estão muito perto de onde seu segredo está enterrado, como pontos de referência para um tesouro que seus inimigos adorariam roubar. E você pode fazer revelações que lhe são muito difíceis e as pessoas o olharem de maneira esquisita, sem entender nada do que você disse nem por que eram tão importantes que você quase chorou quando estava falando. Isto é pior, eu acho. Quando o segredo fica trancado lá dentro não por falta de um narrador, mas de alguém que compreenda."

segunda-feira, novembro 26, 2007

Menina das Estrelas

Por incrível que pareça, neste post vou escrever como garota que às vezes esqueço que sou...

Existe
uma diferença entre planetas e estrelas. É o que mostra Ziraldo, escritor e ilustrador de vários livros destinados ao público juvenil. Na maioria de suas obras o escritor ocupou-se em desvendar a alma de seus meninos maluquinhos (ou não). Agora ele se aventura no universo feminino.

A idéia de escrever sobre meninas, na verdade, não estava no roteiro. Mas vindas de Ziraldo, boas idéias também surgem em horas de descuido. Num encontro com jovens leitores na cidade de Vitória, o escritor comentava sobre seu livro “O Menino da Lua”. Questionado sobre a ausência de uma menina entre os amigos de Zélen, personagem principal da obra, uma garota disse que as meninas eram das estrelas, por isso, não podiam participar do livro sobre os planetas. Foi, então, que Ziraldo criou o livro, um trabalho comovente e delicado, exatamente o que se espera dele.


Impossível não se apaixonar pela história que tem um clima de poema, com o autor evitando fixar-se num personagem, ao mesmo tempo que nos remete a meninas de todos os tempos. "Menina das Estrelas" é uma declaração de amor. É o espanto e a constatação de como são especiais e únicas as meninas.


Meninas que crescem, mas que neste ir ao encontro da juventude e do mundo adulto, levam algo muito especial. Pequenas delicadezas, a capacidade de apartar o bem do mal, de entender o que há em volta.


É um livro repleto de humor, tão envolvente quanto a Alice (aquela do Lewis Carrol, que segue o coelho amalucado até a 'toca', encontra o chapeleiro, enfrenta a rainha orgulhosa, toma chá, desafia o perigo, sente medo e mantém o espírito de aventura até estar novamente à sombra de uma árvore).


Os desenhos também estão ótimos, com meninas lindas, espevitadas, doces, espertas, românticas... Quem é menina, mesmo que já bem crescidinha, sabe direitinho como é quando a boneca, que era sua filhinha, vira apenas um detalhe do seu quarto de menina.


Meninas crescem, mas cada dia um pouco. E continuam sendo uma estrela, mergulhando em sonho, num faz-de-conta que prepara cada uma para jornadas futuras.


Este livro pode e deve ser lido pelas meninas de hoje e pelas ex-meninas de ontem, porque entre uma e outra não há apenas a diferença dos anos, há o coração feminino. E o humor, os sonhos, que podem ser em demasia, mas ajudam a construir nossos desejos, ter a chave do que virá...


"... É preciso ter cuidado com o que se diz às meninas, pois, como já lhes contei, muitas vezes elas choram por coisas bem pequeninas. Meninas não aprenderam ainda a bem calcular a quantidade de lágrima que merece cada dor..."

Parece absurdo...

... mas o Brasil, com esse tamanho todo tem o mesmo número de livrarias que Buenos Aires, capital da Argentina...

O brasileiro lê pouco, alegando preços altos e falta de tempo. Quanto aos livros emprestados, ninguém nem toca no assunto, e em bibliotecas menos ainda. Realmente, o custo de impressão de um livro é ridículo se comparado ao preço que pagamos nas lojas. As distribuidoras ficam com quase 60% do preço final. Absurdo!

Incentivos ao hábito da leitura sempre há, mas não resolve o problema ainda assim...

Uma coisa que acho legal são os sebos, onde vendem livros usados. Pra mim é um ótimo passeio. Dá pra se surpreender, folheando muita coisa familiar e outras completamente novas (apesar de velhinhas...). Vale a pena, abre horizontes e é um ótimo canal pra leitura!

quinta-feira, novembro 15, 2007

Julio o quê?

Um dos escritores que faz absurdos com minha imaginação é Julio Cortázar. Sinto que preciso tê-lo em minha vida com cada vez mais constância. O cara tem a manha de escrever textos altamente visuais, daqueles que a cada frase lida, você consegue vislumbrar até a iluminação da cena. Ok, ok, confesso ter uma visão cinematográfica demais das coisas, mas basta um pequeno trecho para minha tese ganhar mais força.

"... y lo que llamamos amarnos fue quizá que yo estaba de pie delante de vos, con una flor amarilla en la mano, y vos sostenías dos velas verdes y el tiempo soplaba contra nuestras caras una lenta lluvia de renuncias y despedidas y tickets de metro."
 
 
(Sim, eu precisava colocar primeiro na língua original, tem uma sonoridade melhor, que já faz entrar no clima...)
 
 
"... e aquilo a que chamávamos o nosso amor era talvez eu estar de pé diante de você, com uma flor amarela na mão e você com duas velas verdes, enquanto o tempo soprava contra os nossos rostos uma lenta chuva de renúncias e de despedidas e passagens de metrô."


Uma de minhas mortes escolhidas é lendo um texto dele... Júlio Cortázar, uma dessas faltas que a gente sente daquilo que nem viveu...



Obs.: Trecho retirado de O Jogo da Amarelinha (e/ou Rayuela, no original)..
.
.

domingo, julho 01, 2007

Protesto Pró-Viagem no Tempo

Sim. Todos nós, no fundo, no fundo, sabemos que há certos segredos que a ciência esconde a sete chaves. A cura da AIDS talvez seja uma delas, a resposta para a questão do ovo e a galinha provavelmente também seja, mas uma dessas coisas nós sabemos que realmente já é fato: A Viagem no Tempo.

Einstein com sua Teoria da Relatividade mostra que fatores como a ação da gravidade e a velocidade com que um corpo se movimenta afetam o fluxo do tempo (sim, eu copiei isso), e lá no início do século XX.

Outros fatos também fazem com que a gente pense a respeito disso: Por que Júlio Verne, mago da literatura de ficção-científica, não escreveu nenhum romance sobre o tema? Será que ele está envolvido na "treta"?

H. G. Wells já escreveu muito sobre o tema, e por ter morrido em 1946 período em que a ciência passava por extremas evoluções científicas, será que teria sido morto por falar demais? Uma espécie de caça científica às bruxas?

E claro, por dedução sabemos que a viagem no tempo não traria lucro às empresas de transportes de qualquer espécie. E talvez até a BH TRANS, empresa de transportes de Belo Horizonte-MG, esteja envolvida nisso.

Ray Bradbury em um dos seus livros fala sobre a viagem no tempo de forma interessante. Na história é mostrada uma máquina do tempo que é usada para viajar até ao período jurássico para diversão de burgueses que podiam matar os pobres bichinhos. Mona e eu presenciamos o início desse filme (O Som do Trovão) e devido a (d)efeitos especiais tipícos de vídeo clipes de música eletrônica dos anos 80, nós desistimos.

Mas só pela história podemos pensar: Será que as máquinas do tempo já disponíveis no mercado estariam sendo usadas para a diversão dos magnatas? Talvez eles financiaram cientistas para esse fim, talvez as viagens para Copacana todo fim de ano estejam enjoativas, e o turismo sexual esteja sendo substituído por viagens no tempo diretamente até o camarim de Marilyn Monroe.

Então fica esse protesto para pensarmos melhor sobre toda essa falcatrua que acontece, e também porque queremos dar uma voltinha na máquina também.

Eu assistiria a gravação do Sargent Peppers, e vcs?

quinta-feira, junho 28, 2007

Orgulho Gay

Depois que a Parada do Orgulho Gay de São Paulo passou a atrair milhares de turistas e a mídia por puro interesse passou a veicular tais informações, é impossível ignorar que hoje é o dia do Orgulho Gay.
.
Todo mundo tem por perto alguém com opção sexual diferente da sua. Você pode não perceber, fingir que não sabe, ou pior ainda, pode não aceitar. Mas respeitar é diferente, respeito deveria ser uma característica inerente ao ser humano. Olhe ao redor e veja as calamidades com as quais temos que conviver e sem ser hipócrita responda o que é ou não natural, e se você concorda com tamanhos absurdos de nosso dia-a-dia. Seriam eles mais "normais" do que escolher como ou com quem se quer amar? O preconceito não manda, cada um tem que ser feliz como quiser...
.
Uma boa dica: O livro "A Cidade e o Pilar", de Gore Vidal. Com um texto simples e envolvente ele mostra personagens comuns como nós, passando longe dos estereótipos que estamos acostumados a ver e que de certa forma discriminam os personagens gays.
.
Gay?
Homo?
Entendido?
Bicha?
Viado?
Até parece que eu sou remédio
Pra ter rótulo.
Eu faço sexo,
E fim de papo.
.
(Ivan Santtana)
.
.

sexta-feira, junho 22, 2007

Salão do Livro


Pra quem estiver aqui pelas bandas de BH e ainda não arrumou programa pro final de semana, vale a pena dar um pulo lá no Salão do Livro.
.
A presença de vários autores, alguns novos e também os clássicos, aqueles que muitas vezes já deram asas à nossa imaginação, como Adélia Prado, Ronald Claver, Rubem Alves, Içami Tiba e mais um montão... dá até pra fazer uma tietagem e voltar pra casa com um livro autografado. Eles estão lá lançando livros, fazendo palestras, dividindo oficinas e estimulando a conhecer o universo literário.
.
Mas engana-se quem pensa que só de literatura vive o Salão. Tem oficinas de desenho (cartoons), esculturas, bonecos, apresentações teatrais, mostra de curta-metragens, dicas para cineastas e cinéfilos, apresentações musicais...
.
Enfim, o poço da cultura está ali, e nem vale dizer que 'tá sem grana porque é tudo 0800... Mas é bom levar um extra, afinal você não vai resistir à tentação de comprar por um preço ínfimo o livro que está nas lojas pelo preço do seu fígado...
.
Se você já foi, dá tempo de ir de novo. E se ainda não, o convite está feito!
.
.

quarta-feira, junho 20, 2007

SEMPRE PODE PIORAR ou A Arte de Ser (In)feliz

Alguém aqui já leu algum dos livros de Paul Watzlawick ? Pelo nome dá até preguiça, né?! Mas vale, e muito a pena, garantia de ótimas risadas. Embora ele seja um pesquisador sério, é também um típico adorador das Leis de Murphy, e como tal, seus livros têm ótimas sacadas para vivermos melhor (ou não). Pra saciar um pouco a curiosidade, aqui estão alguns trechos irônicos e hilários do livro cujo nome é o título do post.


.


.


"(...) Parece ser relativamente grande o número de pessoas com talento suficiente para criar seu próprio inferno. Infinitamente maior, porém, é o número daqueles que precisam de ajuda e estímulo nesse campo. A estes são dedicadas estas páginas, como introdução e guia.(...)


Todo mundo pode ser infeliz. Mas tornar-se infeliz requer um aprendizado. Um pouco de experiência, somada a alguns momentos pessoais de desgraça não basta.(...)


Um outro (exemplo) seria a dor-de-cotovelo motivada pelo fim de um caso amoroso. Resista aos apelos de sua consciência, de sua memória e de seus bem-intencionados amigos, que querem convencê-lo de que esse relacionamento já estava morto há muito tempo, e que você muitas vezes se perguntava, rangendo os dentes, como seria possível escapar daquele inferno. Não acredite que a separação é o menor dos males. Pelo contrário, convença-se pela enésima vez de que "começar de novo" será um completo sucesso. (Não será não!) Deixe-se guiar pela seguinte dedução, eminentemente lógica: se a perda de uma pessoa querida dói como o diabo, então você morreria de prazer com o reencontro. Afaste todos os seus amigos e fique de plantão ao lado do telefone, em completa disponibilidade para a chamada decisiva, que vai mudar sua vida. Mas se a espera lhe parecer intolerável, nada melhor do que procurar um relacionamento idêntico! É uma experiência humana antiqüíssima.(...)"


.


.




sábado, junho 16, 2007

E na tortura do vestibular...



Curtindo imensamente ler Rubem Alves, aqui vai um texto desse autor, para reflexão dos vestibulandos desse final de semana, aqui em BH...

.

"RESUMO: A jovem, na sua aflição, me enviou um e-mail com um pedido de socorro. Vai se submeter à violência dos vestibulares e um dos instrumentos de tortura será um livro que escrevi. Ela me pedia que eu fizesse um resumo do livro. Resumir? O que é resumir? É dizer em poucas palavras aquilo que foi dito com muitas palavras. Só se pode resumir um livro se ele está cheio de palavras supérfluas. Mas a literatura é feita, precisamente, com palavras essenciais, palavras que não podem ser retiradas. Como resumir uma sonata de Mozart? Como resumir um poema? Como resumir uma viagem? Como me resumir? Pois o que escrevo é feito com pedaços de mim. Sou resumível? A jovem que me fez o pedido não é culpada. Culpados são aqueles que, por anos, têm preparado os exames vestibulares. Assassinos da língua. Deveriam ser presos. Há, inclusive, livros que se vendem nas livrarias com os resumos das obras de literatura. Literatura é coisa que se faz por prazer. É possível resumir o prazer? Por favor: resuma o ato de “fazer amor“. Fazer amor depressinha, com leitura dinâmica. O que os exames pretendem é que o ato de fazer amor com os livros – vagaroso, degustador – tome como modelo o rapidíssimo coito dos galos e galinhas... Isso não é um absurdo?"

.

No mais, boa sorte a todos!!!

.

.

Powered By Blogger