Qual é a sua?

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sexta-feira, abril 25, 2008

Divagações

Quando dois canais de comunicação dizem coisas opostas, rola o duplo vínculo. O resultado, pra quem aplica, é poder. Pra quem recebe, é confusão, paralisia: ama ou não ama, tudo bem ou desastre? Para a 'antipsiquiatria', é a origem da loucura [o.Õ]. Será que alguém entendeu o que eu quis dizer...?
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Interromper a pontuação da sequência de eventos leva à sensação de maldade ou loucura. Bom, é que tô pensando nesses motivos - ou ausência deles - que às vezes nos fazem perder contato com certas pessoas... Imagine: eu escrevo uma carta desabafando para um amigo. Ele, emocionado, me responde com outra longa carta, e esta perde-se no correio. Eu fico aqui pirando no porquê dele não responder, ele lá cabreiro por eu não comentar sua resposta. Boa parte dos desentendimentos tem origem na interrupção ou má interpretação de sequências.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Tempo, tempo, mano velho - Parte II


Uma das coisas mais corriqueiras nos dias de hoje é a sensação do tempo "fugindo", de estarmos sempre correndo contra ele, atrasados, apressados. Todas as ocasiões de convivência viram aborrecimento, o outro nos perturba, interpõe-se em nosso caminho. E esses encontros podem ser tão legais se estivermos acessíveis a eles... Estava me lembrando de situações assim, em que eu - de boa vontade, claro - deixei entrar alguém em minha vida por alguns instantes e acabei curtindo de verdade o que rolou...

quinta-feira, junho 14, 2007

Ousar

Em análise ao post de ontem...
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Ousar. Você já percebeu o quanto deixamos de viver por causa do medo de ousar? Deixamos de sorrir, por medo de chorar. Deixamos de amar porque amanhã podemos estar sós. Deixamos de ajudar alguém porque achamos que esse alguém pode nos apunhalar pelas costas a qualquer momento. E tudo isso por causa do medo de ousar, ser aquilo que gostaríamos de viver, de fazer, ser ou realizar. Você já ousou alguma vez?
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No momento:
Lisa, em melhor estado de espírito do que ontem.
André, em intenso momento de insanidade baixando músicas há dias.

quarta-feira, junho 13, 2007

Dias de sol me deprimem...

Logo de manhã, estou no trabalho e sento bem de frente para as imensas janelas, onde posso ver todo um céu azul lá fora. De onde estou não posso dizer como um ser católico quase mítico: "mas que belo horizonte", quando esteve em visita à cidade, pois existem consideráveis prédios à minha frente, mas sei o que tem além e meu pensamento já está lá.
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Pronto, quando me disperso assim não adianta nem tentar me concentrar novamente com o que eu estava fazendo, preciso daquele tempo para minhas idéias correrem soltas e brincarem um pouco. Sem remorso esqueço o computador com minhas equações e fórmulas malucas, me inclino na cadeira e perco meu olhar em algum ponto no céu, desejando chuva, desejando ajuda para entender minha própria complexidade, desejando... desejar alguém...
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Nossa, repetindo tanto essa palavra, me lembro dos conceitos básicos do Taoísmo, na parte que refere-se ao desejo; para nós, ocidentais urbanos de carteirinha, é praticamente aquilo que nos move e faz desenvolver nossos instintos, e para os taoístas é exatamente o que impede esse desenvolvimento (claro, essa é a minha explicação compacta).
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É, realmente sou extremista... em algumas questões sou o impulso declarado, em outras me inclino a aceitar a versão taoísta, pois de tanto querer algumas coisas, elas acabam transformando-se em metas inatingíveis e planos colossais que eu não teria mais coragem, disposição ou até mesmo vontade de realizar/dizer ou que quer que fosse fazer. Quando percebo, no final da história eu criei um monstro...
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Uma coisa remete à outra... ontem aconteceu algo que ilustra meu monstrinho particular. E para que eu lembre disso até quando der, estava ouvindo "Leave", do R.E.M. pra 'coroar' a cena. Qual cena? Bom, era pra ser uma simples conversa entre duas pessoas crescidas, com vontades comuns, porém enigmáticas, e isso por si só já bastaria pra dificultar as coisas... o coração pedia cautela nas palavras... A cabeça pára pra pensar... As pernas esperam pra saber o que fazer... a boca entreabre-se na tentativa de explicar alguma coisa. Daqui a pouco o coração impacienta-se pelo desenrolar da história. A cabeça diz: não recomendo! As pernas? Uma vai e a outra fica... A boca gagueja. A ação coletiva dos sentidos era um desafio pra mim, praticamente uma tortura. O resultado? Bom sobrevivemos, não da forma como deveria ter sido, mas de tanto querer perdemos o momento.
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Alguém liga no meu ramal, retorno do meu momento off e percebo o céu para onde eu olhava porém não via. Então odeio o sol iluminando esta manhã onde me falta alguma coisa embora eu não tenha certeza do que seja... Por que desejei chuva? Sou um ser às avessas... Dias de sol me deprimem...
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terça-feira, junho 12, 2007

Notas tiradas do nada

Conheci há pouco tempo uma garota muito simpática em um chat. Ela é do Mato Grosso e eu aqui de Minas Gerais. Ela pesquisa sobre o congado e eu... pesquisarei num futuro próximo sobre alguma coisa. Cumprimentos, sim, mas sem o habitual interrogatório a cerca de quem eu sou, pra onde vou e quais seriam as intenções com ela. Isso serviu de inspiração para uma amizade que parece surgir. Em uma das afinidades surgiu a música como um laço de maior união, assim como a amizade minha e do meio irmão (não era pra rimar). Mp3 pra um lado, mp3 para o outro. Juntos conhecemos e pesquisamos sobre uma banda que nos dava um certo alívio e paz: UAKTI. E como ela tem uma experiência maior em pesquisas ela achou essa jóia rara, uma coisa realmente maravilhosa: sombarato.blogspot.com Por favor, entrem nesse blog e divulguem pra galera. Já baixei 20 cds em apenas dois dias.

Então viva a música, viva a amizade e viva as afinidades. Se encontrassemos todas as pessoas afins seria um pé-no-saco, mas encontrar algumas afinidades em algumas pessoas nos faz sentir menos sós.

Viva a amizade minha e da Mona, que já dura 6 anos. Gosto demais dessa guria (estou puxando o saco dela pois ela fica com raiva porque eu não posto aqui com muita frequência).

Sem mais assunto de uma mente que não tinha assunto algum, eu me despeço.

Abraços

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