Qual é a sua?

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quarta-feira, outubro 13, 2010

La media vuelta

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Sorriu. Deixou que ele abrisse o vinho. E, quando pôs o velho disco na vitrola, sabia o que fazia. Voltara a caminhar à beira do abismo. Cairia. Mas, dessa vez, conhecia os caminhos de voltar.
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10/10/10

domingo, abril 13, 2008

Miniambiente

Estou sem tempo, atrasado, ocupado, meio consumido, pensando se conseguirei chegar antes que o guarda resolva travar a porta. Corro assombrado, cortado em pedaços, esbaforido, feito uma tela expressionista, escorrendo os pés pelos vãos da cidade. É verdade, não estou brincando. Preciso dar conta do recado, suar a camisa, torcer o rabo do gato pra gerir meu ganha-pão. Meu chefe não compreenderia se eu retornasse para o escritório sem as autenticações. Ele vive roendo as unhas, procurando um nó cego, uma besta qualquer pra descontar suas mazelas. Veja, estou com as mãos atadas, sem nenhuma chance de parar, atolado até o pescoço de trabalho. Lutando para manter a cabeça no lugar. É, estou voando, torcendo, rezando pragência estar aberta e não ser barrado na porta. Até a noite, sou como um balão vermelho: hora após hora, caindo. Sem tempo, sempre atrasado, ocupado, ocupadíssimo.
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Claudio Eugênio Luz

domingo, março 30, 2008

Minicontos

Escambo
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Manuel era um comerciante muito experiente que, quando acabava sua dose de paciência, saía para o mercado com umas poucas doses de esperança - que exibia dobradas debaixo do braço, como se fossem simples jornais - para trocá-las duas por uma, o que suscitava a inveja de seus concorrentes, arruinados pela estimativa de que a esperança estava em baixa, ao passo que as cotações da paciência continuavam em alta no mundo inteiro.
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Jorge Timossi
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