Qual é a sua?

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terça-feira, abril 15, 2008

Mais Estranho que a Ficção

Não escondo minha paixão por filmes alternativos. Sim, esses que ninguém nunca ouviu falar, e se ouviu não tá nem aí (porque não é com o galã ou a gostosona já conhecidos). Ou também, com uma outra definição, filmes estranhos que ninguém entende.
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Achei um filme tri final de semana passado, que como a crítica abaixo mesmo já diz, não tem um final brilhante, mas é um desses que me seguram no sofá (sem dormir) e me fazem viajar um pouco elaborando continuações fantasiosas dirigidas por mim.
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Dirigido por Marc Forster. Com: Will Ferrell, Emma Thompson, Dustin Hoffman, Maggie Gyllenhaal, Queen Latifah, Tony Hale, Tom Hulce, Linda Hunt.
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Há algo de especial em Mais Estranho que a Ficção: o filme tem suas falhas óbvias, um desfecho relativamente decepcionante e ao menos uma personagem completamente desnecessária (vivida por Queen Latifah), mas, apesar disso, consegue desenvolver sua história de forma sempre interessante e com uma sensibilidade que certamente surpreenderá aqueles que o assistirem esperando uma comédia (algo que este longa não é). Criando um universo que se move de acordo com suas próprias regras e mergulhado em auto-referências, Mais Estranho que a Ficção poderia perfeitamente figurar em uma antologia que contasse com obras como O Show de Truman, Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e Adaptação – e, mesmo que levemente inferior a estes títulos, o novo trabalho do diretor Marc Forster não faria feio ao lado dos “colegas”.
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Escrito por Zach Helm, o roteiro conta a história de Harold Crick (Ferrell), um auditor da Receita Federal que, certo dia, passa a ouvir uma voz que parece narrar todas as suas ações e pensamentos. Levando uma vida entediante cujo momento mais dramático ocorreu ao ser abandonado pela noiva (que, é claro, fugiu com um atuário), Harold busca a ajuda de um mestre em literatura, pois acredita ser o personagem de alguma narração – que se torna bem mais tensa quando ele descobre que a “autora” pretende matá-lo brevemente. Infelizmente, ele tem razão: na verdade, a voz que o sujeito ouve pertence à célebre escritora Kay Eiffel (Thompson), famosa por suas tragédias e que não tem a menor idéia de que Harold é um homem real que pode escutá-la.
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Utilizando a metalinguagem como base de sua narrativa, o filme consegue algo raro: fazer uso da narração em off com inteligência e de maneira sempre orgânica à trama. A partir do instante em que começa a ouvir a voz de Eiffel, o protagonista percebe que pode não ser dono de sua própria vida e, portanto, tenta assumir o controle da história – mesmo que isto se limite a trancar-se em seu apartamento numa tentativa desesperada de impedir que a trama continue a se desenvolver. E é um alívio que o roteiro jamais tente explicar a estranha ligação entre Harold e a escritora, já que isto não faria diferença alguma e poderia até mesmo enfraquecer o filme (já bastam os vários longas que usam desculpas esfarrapadas como biscoitos da sorte, maldições feitas por ciganas raivosas, frases ditas simultaneamente por dois personagens, etc). Aliás, até mesmo a natureza do professor de literatura vivido com brilhante ironia por Dustin Hoffman é deixada em aberto: por que, afinal de contas, ele acredita na história absurda de Harold e se dedica até mesmo a compilar uma lista de possíveis autores cujas vozes este poderia estar escutando? Simples: por que isto é necessário para que a trama caminhe e, afinal de contas, nenhuma explicação poderia ser realmente plausível, considerando-se o absurdo da premissa básica do filme – assim, para que inventar uma? Basta que o espectador compreenda e aceite a lógica interna da história para que tudo faça sentido.
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Vale dizer, a propósito, que Mais Estranho que a Ficção demonstra ter uma confiança admirável na inteligência de seu público: além de apostar em nossa capacidade de não exigir respostas desnecessárias, ele não tenta martelar em nossa cabeça o tom de sua narrativa. Sim, é claro que sua premissa é divertida por natureza e que a presença de Will Ferrell tende a levar o espectador a assumir que o riso é a principal preocupação dos realizadores; ainda assim, o diretor Marc Forster conduz a história com calma, sem histrionismos, permitindo que mergulhemos sozinhos no clima de melancolia que atravessa o filme. Sem jamais se render ao óbvio, Forster opta por construir pequenos momentos de humor através de marcações inesperadas (como o movimento constante da cadeira que Ferrell ocupa em um ônibus), descartando sem pena outras piadas já prontas (quando o protagonista explica quem é para uma recepcionista, imediatamente esperamos um corte brusco que levará a um plano no qual ele é atirado para fora do prédio; em vez disso, ele sai calma e tristemente do edifício). Da mesma maneira, o cineasta encontra uma solução visual interessante para retratar a obsessão de Harold com a exatidão matemática, incluindo gráficos que ilustram os processos mentais do personagem – cujo apartamento, diga-se de passagem, é de uma impessoalidade atordoante, refletindo também a falta de calor humano da residência da escritora que o “criou” (um toque brilhante da equipe de direção de arte). Aliás, Forster continua a provar sua versatilidade, em nada lembrando o diretor responsável por filmes como A Última Ceia, Em Busca da Terra do Nunca e A Passagem.
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Enquanto isso, Will Ferrell também aproveita a chance de demonstrar sua capacidade de encarnar tipos mais sérios e transforma Harold Crick em um homem triste cuja introspecção é mais do que um traço de caráter; é uma armadura contra o mundo. Metódico e emocionalmente reprimido, o auditor é o tipo de homem capaz de guardar as meias cuidadosamente dentro dos sapatos antes de se entregar ao sexo – uma atividade que provavelmente não experimentava há anos. Já Emma Thompson abandona qualquer traço de vaidade ao viver Kay Eiffel como uma mulher cujo talento literário (e seus textos descritivos são, de fato, belíssimos) é inversamente proporcional ao seu traquejo social – e há algo de irônico na forma poética com que ela descreve o mais prosaico dos atos; é como se reconhecesse a falta de emoções na própria vida e as substituísse por um preciosismo estilístico belo, mas frio. E se Queen Latifah, como já dito, é obrigada a interpretar uma personagem que não faria a menor falta ao filme, Maggie Gyllenhaal confere energia e calor humano à confeiteira Ana Pascal – duas qualidades que a contrapõem diretamente a Harold. Finalmente, é sempre bom ver intérpretes como Linda Hunt e Tom Hulce em ação, mesmo que em cenas breves e pouco memoráveis.
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Tematicamente rico, Mais Estranho que a Ficção é um filme que merece ser discutido após a sessão – e não é à toa que, em certo momento, o personagem de Ferrell assiste ao genial O Sentido da Vida, do Monty Python: afinal, em uma história igualmente ilógica, é isto que o sujeito está buscando. Centralizando a narrativa em torno de dois indivíduos que levam existências vazias, substituindo a convivência social por seus próprios universos particulares (a literatura e a matemática), o longa é um manifesto contra sonhos não realizados e um toque de despertar para pessoas que se esqueceram (ou que nunca conheceram) o prazer de viver. No entanto, ao mesmo tempo o roteiro nos apresenta uma questão ainda mais intrigante e que, de certa forma, se contrapõe à importância do indivíduo, o que não deixa de ser fascinante: ao estabelecer a eternidade da Arte e a efemeridade do Homem, Mais Estranho que a Ficção parece questionar o que é mais importante – um tema abordado tangencialmente pelo recente Filhos da Esperança. Se a morte de Harold Crick resultasse na criação de uma obra-prima que pudesse inspirar a Humanidade por séculos e séculos, não seria um sacrifício válido? Afinal, já que milhares de vidas são jogadas fora em guerras e outras tragédias sociais, como alguém poderia se negar a morrer em prol de algo realmente maior ou, digamos, espiritualmente mais elevado? É claro que, como indivíduos, queremos viver pela maior quantidade de tempo possível, mas o fato é que todos morreremos eventualmente – se pudéssemos escolher, assim, uma morte “lírica e significativa” (como descreve o personagem de Hoffman), não seria esta uma oportunidade a ser aproveitada?
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E é aqui que sou obrigado a pedir que os leitores que ainda não assistiram a Mais Estranho que a Ficção retornem a este texto depois que o fizerem, já que uma análise completa do filme exige um comentário sobre o destino de Harold Crick. Portanto, vamos lá (último aviso!): ao constatar que a obra de Kay Eiffel só se tornaria completa com sua própria morte, Crick toma a decisão de permitir que isto aconteça, numa postura digna de uma alma repleta de poesia – e é comovente perceber que aquele homem tão apagado, racional e sem vida é capaz de compreender a necessidade do auto-sacrifício pela Arte (aliás, esta sua transformação representa a alma de Mais Estranho que a Ficção). Em contrapartida, fica claro que o roteirista Zach Helm, numa curiosa ironia do destino, colocou-se no mesmo dilema que sua personagem Kay Eiffel: seu afeto por Harold Crick não o deixa levar adiante o sacrifício que o próprio protagonista aceitara.
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Infelizmente, esta fraqueza dos dois autores (o real e a fictícia) compromete a qualidade das duas obras (o filme e o livro-dentro-do-filme), já que nem sempre o desfecho mais satisfatório (leia-se: feliz) é o mais eficaz ou apropriado. O fato é que Harold deveria morrer – e por mais que o roteiro tente justificar sua salvação, o resultado decepciona por reconhecermos sua incompatibilidade com o restante da narrativa. Ao longo de Mais Estranho que a Ficção, lembrei-me várias vezes do roteirista Charlie Kaufman, cujos trabalhos certamente serviram de inspiração a Zach Helm. A diferença é que Kaufman não hesitaria em matar Harold Crick. Afinal, de que vale a felicidade efêmera de um personagem diante da importância de uma obra de Arte?
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Créditos ao Cinema em Cena pela crítica.

domingo, novembro 11, 2007

Variações Sobre o Mesmo Tema

Aqui estou, me aventurando a falar sobre filmes mais uma vez, mas como falei tanto de felicidade ali atrás, acho que esse dá um 'gancho' legal...

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Happy Endings (Finais Felizes) é um filme independente, logo, não esteve intensamente sob os holofotes hollywoodianos, sendo exibido em mostras de cinema e salas alternativas (leia-se fora dos shoppings). Acho que exatamente por isso merece uma atenção especial.
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O estratagema de contar várias histórias paralelas, com múltiplos personagens já foi muito utilizado por outros diretores, mas confesso que esse foi o primeiro que conseguiu prender minha atenção por duas horas de filme.
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Os ângulos esquisitos da câmera, os personagens principais que vão fazendo com que as histórias se interliguem conseguem sim, prender a atenção. Ah, e tem também os textos na tela explorando as motivações dos personagens, seus relacionamentos e backgrounds, de olho nos potenciais finais felizes (ou não).


Segundo Don Roos, direitor, a ironia contida na narrativa é que todo personagem busca intimidade e amor, mas da maneira menos verdadeira possível. Um acontecimento ocorrido anos antes da ação principal fornece a linha condutora do filme, assim como dois personagens vão unir duas tramas.
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Mamiee (Lisa Kudrow) e Charley (Steve Coogan), uma jovem precoce de Los Angeles e seu meio-irmão britânico, rapidamente se envolvem num relacionamento sexual escondido de seus pais recém-casados. Resultado: Mamiee fica grávida. Solução: Mamiee vai para Phoenix fazer um aborto e Charley (você descobre muito depois) faz uma vasectomia. Eles nunca mais falam sobre o incidente.

Nos dias atuais, a primeira mentira do filme é exposta: Mamiee não fez o aborto. Ela deu à luz e entregou o menino para adoção. Um aspirante a cineasta, Nicky (Jesse Bradford), diz conhecer o filho de Mamiee e tenta chantageá-la para que ela permita que ele filme o reencontro dos dois. Parece que ele quer fazer um "filme extraordinário" para ser aceito no American Film Institute (AFI).


Mamiee e seu namorado massagista, o imigrante ilegal mexicano Javier (Bobby Cannavale), convencem Nicky a mudar de tema e fazer um filme sobre Javier, que diz prestar serviços sexuais. Agora, o filme já soma duas grandes mentiras.


Depois, Roos segue Charley, que assumiu o restaurante da família e virou gay - não necessariamente nessa ordem. Seu companheiro Gil (David Sutcliffe) doou esperma para as amigas lésbicas Pam (Laura Dern) e Diane (Sarah Clarke).


O casal diz que o esperma dele não vingou. Ainda assim, Charley acredita que o filhinho delas se parece com Gil e faz de tudo para provar a paternidade do namorado.


Na terceira trama, a sexy e manipuladora Jude (Maggie Gyllenhaal) primeiro transa com Otis (Jason Ritter), que quer provar ao pai que é heterossexual. Depois, ela finge uma separação com o filho, que é realmente gay, para tentar um relacionamento com o pai rico (Tom Arnold).

As pessoas se apaixonam e se desapaixonam, descobrem as verdades doloridas desses relacionamentos e nada acaba do modo que se poderia esperar, já que todos mentem ou distorcem a verdade. A atuação também é impecável. Os atores atingem os pontos mais vulneráveis de seus personagens com a precisão de bombas inteligentes [sic].

Créditos:
Happy Endings
Finais Felizes, de Don Roos. Com Lisa Kudrow, Steve Cogan, Jesse Bradford, Bobby Cannavale e Maggie Gyllenhaal. EUA. 128min.


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quinta-feira, setembro 06, 2007

The Machinist (O Operário)

Como foimencionado em um post anterior, falaremos sobre este filme.

Trevor Reznik (Christian Bale) não dorme há um ano. A chocante degradação de sua saúde física e mental faz de cada momento de sua mente desperta um interminável estado de confusão, paranóia, culpa, ansiedade e terror. Seu único consolo desse pesadelo vivo vem de uma prostituta (Jennifer Jason Leigh), que se afeiçoou a ele.
Quando anotações criptogradas surgem misteriosamente em seu apartamento, e quando alucinações com um colega de trabalho, que ninguém vê, causam um terrível acidente na oficina, ele se lança em uma viagem para descobrir se tudo não passa de um elaborado plano para deixá-lo louco ou se sua exaustão simplesmente destruiu sua racionalidade. Quanto mais ele souber, menos ele vai querer saber.
Basicamente o filme é isso aí. Com roteiro de Scott Kosar (o mesmo do remake de O Massacre da Serra Elétrica) e dirigido por Brad Anderson, este teve a genial idéia de colocar Bale como protagonista. Ele por si só faz o filme, carregando a história nas costas com tal maestria que conseguimos sentir a angústia de seu personagem. O cara teve a manha... dá pra ver nitidamente que ele se entregou ao personagem (morram de inveja adeptas da dieta de South Beach, o cara perdeu 1/3 do peso de seu corpo com um cardápio que consistia em uma lata de atum e uma maçã por dia - recuperando tudo em 1 mês para iniciar as filmagens de Batman Begins), onde no filme nos preocupamos tanto com o enredo quanto com o fato de que Reznik pode partir-se ao meio a qualquer momento.
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Não é um filme que vai te fazer ver o mundo com outros olhos, mas definitivamente consegue prender sua atenção até o fim. E Bale, bom, depois dessa memorável atuação, convém dar uma espiada.
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Créditos:
The Machinist.
O Operário, de Brad Anderson. Com Christian Bale, Jennifer Jason Leigh, Aitana Sanchéz-Gijón e Michael Ironside. Espanha, 2004. 101 min.

terça-feira, agosto 28, 2007

O show tem que continuar!

Ops, empolguei... Na verdade eu só queria dizer que o blog está na ativa novamente.

Afastados devido a excesso de afazeres e pouco tempo pra posts (o inverso proporcional também é verdadeiro), aproveito pra divulgar que eu, Criatura, estou na produção de alguns filmes _ Bem Próximo do Mal e 150 Miligramas, entre eles.

Sou suspeito, mas vale a pena conferir.


quinta-feira, junho 21, 2007

11 Homens e Um Segredo



Sim, sei que estou bastante atrasado. Assisti ao filme "11 Homens e um Segredo" ontem. Mas por pintar em um dia bem vazio eu até que achei bom por ter esperar um tempo. Não vou fazer uma crítica e sim comentar sobre algo interessante no filme: O modo diferente que a ilegalidade é tratada.




Um assalto é um assalto. E tanto o assaltado e o assantante sabem que isso trata-se de algo, digamos, de má conduta. No filme parece ter um heroísmo às avessas, uma espécie de brincadeira que Steve Soderbergh parece fazer com os espectadores. A gente torce para os vilões e vibra com a sua vitória. Tudo com muita glamour estético, queridinhos de Hollywood, um roteiro bem inteligente e outros artifícios como a trilha sonora (O desfecho com Clair de Lune junto com bonitos planos realmente dá até uma emoção).



Mas apesar de achar que o filme fala primeiramente de conquistas, difíceis conquistas, ele ainda trata de um assalto, mas isso é muito interessante, ver o cinema dialogando com o telespectador de maneiras mais sutis.



Já dizia meu professor: "Alguns diretores são muito perigosos". Mas é fácil e interessante saber separar a violência em Tarantino e David Fincher e algumas coisas de Oliver Stone. Todos são eventos cinematográficos de primeira linha mas de diferentes formas e entre-linhas. Mas na verdade o cinema não muda ninguém, ou muda?


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