O que o Caetano queria dizer quando escreveu o verso "Segure o meu pierrot molhado", da música Chuva, Suor e Cerveja?
.
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Não se perca de mim
Não se esqueça de mim
Não desapareça
A chuva tá caindo
E quando a chuva começa
Eu acabo de perder a cabeça
Não saia do meu lado
Segure o meu pierrot molhado
E vamos embolar ladeira abaixo
Acho que a chuva
Ajuda a gente a se ver
Venha, veja, deixa, beija, seja
O que deus quiser
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Humor Sorrisos Crenças Ser Sexo Drogas Diversão Dormir Música Silêncio Fuga Cinema Literatura Jogos Amor Amar Bebida Comida Loucuras Diálogos Monólogos Informação Sonhos Realidade Trabalho Razões Emoções
Qual é a sua?
quarta-feira, junho 17, 2009
Ainda que ela esqueça
que ela finja que nada aconteceu, ainda que ela consiga olhar dentro dos olhos dele e não lembrar da quantidade de água que saiu dos dela por culpa dele, ainda que ela não ouça mais certas músicas e lembre dele, ainda que a raiva que ela sente da idiotice que ele fez passe, ainda que ela não queira mais se esconder, que não se importe em contar pra ele como está a sua vida, que ela não tenha medo dele estragá-la, ainda que ela volte a se sentir dele, que ela não sinta mais vontade de nunca mais olhar pra ele, ainda que ela não ache mais que ela pode ser feliz com outras pessoas ou sozinha, mas só com ele, ainda que ela olhe pra ele e pense que ela não deveria sentir o que ela sente, que ela deveria ser maior do que tudo isso, que ela deveria deixar pra lá, aí ainda que ouvir o nome dele volte a colocar um sorriso no seu rosto, ainda que o mundo acabe, existirá sempre esse abismo enorme entre os dois, que é a diferença infinita da definição de amor dela para a dele.
terça-feira, março 24, 2009
Queria morrer um pouquinho
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
Que eu já tô ficando craque em ressurreição.
Bobeou eu tô morrendo
Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção de acordar viva todo dia
Há dores que sinceramente eu não resolvo
sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo
e me torno moribundo de doer daquele corte
do haver sangramento e forte
que vem no mesmo malote das coisas queridas
Vem dentro dos amores
dentro das perdas de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas
.
Há porradas que não tem saída
há um monte de "não era isso que eu queria"
Outro dia, acabei de morrer
depois de uma crise sobre o existencialismo
3º mundo, ideologia e inflação...
E quando penso que não
me vejo ressurgida no banheiro
feito punheteiro de chuveiro
Sem cor, sem fala
nem informática nem cabala
eu era uma espécie de Lázara
poeta ressucitada
passaporte sem mala
com destino de nada!
.
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
ensaiar mil vezes a séria despedida
a morte real do gastamento do corpo
a coisa mal resolvida
daquela morte florida
cheia de pêsames nos ombros dos parentes chorosos
cheio do sorriso culpado dos inimigos invejosos
que já to ficando especialista em renascimento
.
Hoje, praticamente, eu morro quando quero:
às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo...
E dou uma morrida!
Não atendo telefone, campainha...
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!
Tô nocauteada, tô morrida!
.
Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa
não tem aquela ansiedade para entrar em cena
É uma espécie de venda
uma espécie de encomenda que a gente faz
pra ter depois ter um produto com maior resistência
onde a gente se recolhe (e quem não assume nega)
e fica feito a justiça: cega
Depois acorda bela, corta os cabelos
muda a maquiagem
reinventa modelos
reencontra os amigos que fazem a velha e merecida
pergunta ao teu eu: "Onde cê tava? Tava sumida, morreu?"
E a gente com aquela cara de fantasma moderno,
de expersona falida:
- Não, tava só deprimida.
.
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Que eu já tô ficando craque em ressurreição.
Bobeou eu tô morrendo
Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção de acordar viva todo dia
Há dores que sinceramente eu não resolvo
sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo
e me torno moribundo de doer daquele corte
do haver sangramento e forte
que vem no mesmo malote das coisas queridas
Vem dentro dos amores
dentro das perdas de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas
.
Há porradas que não tem saída
há um monte de "não era isso que eu queria"
Outro dia, acabei de morrer
depois de uma crise sobre o existencialismo
3º mundo, ideologia e inflação...
E quando penso que não
me vejo ressurgida no banheiro
feito punheteiro de chuveiro
Sem cor, sem fala
nem informática nem cabala
eu era uma espécie de Lázara
poeta ressucitada
passaporte sem mala
com destino de nada!
.
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
ensaiar mil vezes a séria despedida
a morte real do gastamento do corpo
a coisa mal resolvida
daquela morte florida
cheia de pêsames nos ombros dos parentes chorosos
cheio do sorriso culpado dos inimigos invejosos
que já to ficando especialista em renascimento
.
Hoje, praticamente, eu morro quando quero:
às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo...
E dou uma morrida!
Não atendo telefone, campainha...
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!
Tô nocauteada, tô morrida!
.
Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa
não tem aquela ansiedade para entrar em cena
É uma espécie de venda
uma espécie de encomenda que a gente faz
pra ter depois ter um produto com maior resistência
onde a gente se recolhe (e quem não assume nega)
e fica feito a justiça: cega
Depois acorda bela, corta os cabelos
muda a maquiagem
reinventa modelos
reencontra os amigos que fazem a velha e merecida
pergunta ao teu eu: "Onde cê tava? Tava sumida, morreu?"
E a gente com aquela cara de fantasma moderno,
de expersona falida:
- Não, tava só deprimida.
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terça-feira, fevereiro 10, 2009
by Frederick Perls
.Eu faço minhas coisas, e você faz as suas.
Eu não estou neste mundo para viver as suas expectativas, e você não está neste mundo para viver as minhas.
Você é você e eu sou eu. [o.Õ]
.
Se por acaso nós nos encontrarmos, será ótimo.
.
Se não, nada se pode fazer.
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Eu não estou neste mundo para viver as suas expectativas, e você não está neste mundo para viver as minhas.
Você é você e eu sou eu. [o.Õ]
.
Se por acaso nós nos encontrarmos, será ótimo.
.
Se não, nada se pode fazer.
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domingo, fevereiro 08, 2009
Os suicidas são os únicos que entenderam a vida?
Em julho de 1974, uma jornalista, âncora de um tele-jornal da Flórida suicidou-se enquanto o programa estava no ar.(!) Seu bilhete suicida dizia apenas como ela estava descontente com o fato das pessoas (inclusive a imprensa) darem mais valor às notícias sobre tragédias. Em sua carta, dizia que não havia mais nada a ser dito. Ela simplesmente começou o programa sentada à mesa como em qualquer tele-jornal, tirou a arma e atirou em sua cabeça. Os produtores do programa acharam que tratava-se de uma brincadeira, sua família brigou na justiça para proibir a emissora de veicular o vídeo de seu suicídio. Ainda bem que não havia YouTube naquela época.
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2003. Jonathan Brandis, protagonista de História Sem Fim e do seriado Seaquest, é encontrado enforcado em sua casa. Ele tinha 27 anos. À época, sua amiga de infância conta que quando adolescente Jonathan conversava sobre os rockstars que morreram com 27 anos e de como isso era ao mesmo tempo assustador e poético. O jovem ator suicidou-se de uma forma totalmente absurda. Nesse caso, não houve acidente.
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Isso me lembrou uma música de uma banda incomum de um país muito incomum.
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Anthony caminhou para sua morte porque acreditava que jamais se
sentiria desta forma
Talvez se voltasse atrás as coisas seriam ainda piores, o que ele poderia fazer?
Ele gostaria de se lembrar de como as coisas eram naquela quarta-feira
E, se acaso havia algo de ruim por trás de tudo, ele nunca disse
Talvez por achar melhor viver hoje o amanhã que sonhava...
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Hilary caminhou para sua morte porque não tinha mais nada a dizer
Todos achavam que ela era forte demais então nunca prestaram atenção
E como ninguém dizia nada de interessante, ela desistiu
Tentou frequentar os templos e os estudos da bíblia
Mas somente o intervalo do chá a interessava
O intervalo do chá, ela não admitiria
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Hilary buscou a igreja católica para saber sobre seu destino
O padre ou seja lá quem ele fosse, a chamou numa sala e lhe confirmou
Santa Tereza prometeu salvá-la
Mas Isabel só pensava em como os vitrais eram belos
E, se havia algo além disso
Ela só queria saber
Como, por que e para onde ir?
Como, por que e para onde deveria seguir?
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Se você se sente ameaçado
Procure um Padre ou Pastor
Ele tentará em vão livrá-lo da dor
De ser um incrédulo sem esperança...
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Marcadores:
Belle and Sebastian,
Suicídio
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Eterno retorno
Sempre que venho aqui volto a lembrar. Não foi minha intenção te deixar, mas a vida segue mesmo assim. Lembro-me daquela praça e de nossas tardes tecendo frases de efeito; as promessas quebradas e os beijos roubados, nossa paixão reprimida, nosso amor idealizado. Hoje nossos corpos não ocupam o mesmo lugar em nenhum espaço e apesar de ainda lembrar, sinto que estas palavras perdem-se em meu pobre discurso contraditório, estas frases jamais o tocarão. Continuo cantando nossas canções, além daquelas que imagino que cantas pensando em mim. Nossas notas não se encontram mais, nossos acordes nunca produziram aquela melodia que procurávamos cantar a sós.
A vida encarrega-se de sanar todas as dívidas, curar as feridas e destruir nossos sonhos mais ingênuos.
Quando te olhei nos olhos uma última vez, não mais encontrei as cores que costumavam preencher o preto e branco que sempre foi minha vida.
Naquelas tardes sempre imaginava quem eu seria... Mas até hoje não consigo me explicar... Jamais imaginei que seria assim.
Meu tempo é sempre o passado, uma palavra já dita, um soneto já executado, minhas idéias são sempre nostálgicas.
Nosso amor acabou, nossa banda desafinou, nossos passos fraquejaram, e é assim mesmo, sou quem sou, temo meus próprios ideais, estes que não guardam lógica alguma. Sou uma procura e a chegada a um lugar que não tem resposta alguma. Mas e daí? Quem tem as respostas?
A vida encarrega-se de sanar todas as dívidas, curar as feridas e destruir nossos sonhos mais ingênuos.
Quando te olhei nos olhos uma última vez, não mais encontrei as cores que costumavam preencher o preto e branco que sempre foi minha vida.
Naquelas tardes sempre imaginava quem eu seria... Mas até hoje não consigo me explicar... Jamais imaginei que seria assim.
Meu tempo é sempre o passado, uma palavra já dita, um soneto já executado, minhas idéias são sempre nostálgicas.
Nosso amor acabou, nossa banda desafinou, nossos passos fraquejaram, e é assim mesmo, sou quem sou, temo meus próprios ideais, estes que não guardam lógica alguma. Sou uma procura e a chegada a um lugar que não tem resposta alguma. Mas e daí? Quem tem as respostas?
E já estamos no fim...
... da primeira década dos anos 2000..
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.Primeira parte do post removida, por ter sido escrita em intenso estado de insanidade.
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De lá pra cá, grandes momentos, altos e baixos. Conquistas, derrotas, perdas... Lembro de cada detalhe como se fosse hoje
2009 e, conforme o tempo passa, mais claro torna-se pra mim o Carpe Diem, que só faz se completar com o Tempus Fugit, uma das frases mais certas que já ouvi na vida... Aproveite o dia, o tempo voa...
.Esse ano não começa com tamanha felicidade como foi há 9 anos, mas não faltam perspectivas.
.Aliás, pensei em algo agora... O que eu considerava a maior das felicidades há nove anos, hoje não é lá tudo isso... Como a vida pode nos tirar essas coisas? A gente vai envelhecendo e nosso horizonte se amplia (não acontece assim pra todos, é fato), e é aí que nossa santa inocência se perde... Inocência no sentido do infantil mesmo... Quando se é mais jovem as coisas menores (mas não menos importantes) fazem mais sentido.
É uma coisa engraçada o ciclo/círculo/circo da vida... Vou tentar explicar melhor dando dois exemplos: A filha de um amigo, com 4 anos, chega perto de mim com um brilho nos olhos, me chamando como se não pudesse esperar nem mais um segundo e diz: "Vem ver que lindo esse sapo".
Segundo exemplo: Uma paciente, onde trabalho, 78 anos, carinhosamente chamada de "vó" por mim, falando das modernidades de hoje em dia, me pergunta: "Será que dá pra encontrar mesmo as pessoas pela internet?". E eu, respondo que às vezes sim, e pergunto o motivo. Então ela: "Porque eu queria encontrar um rapaz que namorei quando era jovem, acabei casando com outro, mas ele me disse que jamais se casaria com ninguém".
.Como é doce a ingenuidade! A garotinha acreditando na beleza, e a vovozinha no amor...
.Então quer dizer que é assim, nascemos agraciados com o dom da ignorância, aí crescemos e nos é revelada a peça que a vida nos pregou: Passamos longos anos rindo pra não chorar (sentido literal), correndo atrás do vento (sentido figurado - para alguns nem tanto, vale dizer), oscilando entre momentos miseráveis de fiasco total e alguns outros de pleno contentamento que servem para manter acesa a chama de que um dia você será feliz... Até que um dia essa chama se torna brasa. Aí você envelhece e o que acontece? O retorno à ingenuidade!
.
.T.S.Eliot definiu bem:
"Ao final de nossas longas explorações chegaremos novamento ao lugar de onde partimos e o conheceremos então pela primeira vez."
.
.Então, que nesse novo ano, você tenha tranquilidade para viver, que o dinheiro venha como resposta saudável do trabalho que o faz acordar cedo todos os dias, que suas apostas não sejam no outro mas em você mesmo, que a sua felicidade dependa do que você fizer e não do que fizerem com você, que domingos sejam mais do que churrascos gordurosos, que ninguém mude sua vida sem que você consinta, que seus vizinhos gostem de boa música. E, acima de tudo, que você seja muito feliz com a futura pessoa na qual está se transformando.
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2009 e, conforme o tempo passa, mais claro torna-se pra mim o Carpe Diem, que só faz se completar com o Tempus Fugit, uma das frases mais certas que já ouvi na vida... Aproveite o dia, o tempo voa...
.Esse ano não começa com tamanha felicidade como foi há 9 anos, mas não faltam perspectivas.
.Aliás, pensei em algo agora... O que eu considerava a maior das felicidades há nove anos, hoje não é lá tudo isso... Como a vida pode nos tirar essas coisas? A gente vai envelhecendo e nosso horizonte se amplia (não acontece assim pra todos, é fato), e é aí que nossa santa inocência se perde... Inocência no sentido do infantil mesmo... Quando se é mais jovem as coisas menores (mas não menos importantes) fazem mais sentido.
É uma coisa engraçada o ciclo/círculo/circo da vida... Vou tentar explicar melhor dando dois exemplos: A filha de um amigo, com 4 anos, chega perto de mim com um brilho nos olhos, me chamando como se não pudesse esperar nem mais um segundo e diz: "Vem ver que lindo esse sapo".
Segundo exemplo: Uma paciente, onde trabalho, 78 anos, carinhosamente chamada de "vó" por mim, falando das modernidades de hoje em dia, me pergunta: "Será que dá pra encontrar mesmo as pessoas pela internet?". E eu, respondo que às vezes sim, e pergunto o motivo. Então ela: "Porque eu queria encontrar um rapaz que namorei quando era jovem, acabei casando com outro, mas ele me disse que jamais se casaria com ninguém".
.Como é doce a ingenuidade! A garotinha acreditando na beleza, e a vovozinha no amor...
.Então quer dizer que é assim, nascemos agraciados com o dom da ignorância, aí crescemos e nos é revelada a peça que a vida nos pregou: Passamos longos anos rindo pra não chorar (sentido literal), correndo atrás do vento (sentido figurado - para alguns nem tanto, vale dizer), oscilando entre momentos miseráveis de fiasco total e alguns outros de pleno contentamento que servem para manter acesa a chama de que um dia você será feliz... Até que um dia essa chama se torna brasa. Aí você envelhece e o que acontece? O retorno à ingenuidade!
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.T.S.Eliot definiu bem:
"Ao final de nossas longas explorações chegaremos novamento ao lugar de onde partimos e o conheceremos então pela primeira vez."
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.Então, que nesse novo ano, você tenha tranquilidade para viver, que o dinheiro venha como resposta saudável do trabalho que o faz acordar cedo todos os dias, que suas apostas não sejam no outro mas em você mesmo, que a sua felicidade dependa do que você fizer e não do que fizerem com você, que domingos sejam mais do que churrascos gordurosos, que ninguém mude sua vida sem que você consinta, que seus vizinhos gostem de boa música. E, acima de tudo, que você seja muito feliz com a futura pessoa na qual está se transformando.
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sábado, novembro 29, 2008
No metrô...
domingo, novembro 09, 2008
E na vitrola...
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Cantando na madrugada de domingo, para minha felicidade e orgulho dos vizinhos (a parte dos vizinhos é hipotética...).
..
.
.Guitar Man
Bread
.
Who draws the crowd and plays so loud,
Baby it's the guitar man
Who's gonna steal the show, you know
Baby it's the guitar man
.
He can make you laugh, he can make you cry
He will bring you down, then he'll get you high
Somethin' keeps him goin', miles and miles a day
To find another place to play
.
Night after night who treats you right
Baby it's the guitar man
Who's on the radio, you go listen
To the guitar man
.
Then he comes to town, and you see his face
And you think you might like to take his place
Somethin' keeps him driftin' miles and miles away
Searchin' for the songs to play
.
Then you listen to the music and you like to sing along
You want to get the meaning out of each and ev'ry song
Then you find yourself a message and some words to call your own
And take them home
.
He can make you love, he can get you high
He will bring you down, then he'll make you cry
Somethin' keeps him movin', but no one seems to know
What it is that makes him go
.
Then the lights begin to flicker and the sound is getting dim
The voice begins to falter and the crowds are getting thin
But he never seems to notice he's just got to find
Another place to play (anyway got to play, anyway got to play)
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(Neither way got to play, neither way got to play)
Sobre a vírgula
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Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.
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Ela pode sumir com seu dinheiro.
23.4.
2,34.
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Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
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Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
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E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
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Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
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A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
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Uma vírgula muda tudo.
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Campanha dos 100 anos da ABI
(Associação Brasileira de Imprensa)
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Lendo esta campanha me recordo de um texto que vive em minha memória desde a segunda série do ensino fundamental (e olha que faz tempo... ), sobre a importância da pontuação.
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Um homem muito rico, sentindo chegar a hora de sua morte, pede papel e caneta para dispor sobre seus bens, e assim o fez: "Deixo meus bens à minha irmã não ao meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres".
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Já podemos ver a confusão que foi criada, pois cada interessado pontuou de forma a satisfazer a própria necessidade...
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Primeiro de tudo, assim que a "tia" passou essa história, fiquei perguntando que tipo de pessoa escreve tudo para depois pontuar, enfim, não obtive resposta. Mas hoje em dia, alguns anos depois, aprendi que não podemos duvidar de nada, principalmente da capacidade (ou falta de) que certas pessoas possuem para se expressar.
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Ainda hoje me pergunto pra quem o milionário deixou seus bens...
sábado, novembro 08, 2008
O que é diversão pra você?
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Tem gente que não troca um bom papo entre poucas pessoas por nenhum outro agito. Outros, ao contrário, querem mesmo é muita gente por perto.
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Tô 'falando' isso porque, no momento, 23h30min de sábado, 08 de novembro. Estou eu aqui no pc, fazendo um trabalho da facul e o msn ativo, só pra constar. De dois em dois minutos algum contato surge com a óbvia mensagem "Nossa, sábado à noite, o que você 'tá fazendo em casa?"... aff. Afinal, eles também não estão? E na música do Lulu Santos, onde todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite, não quer dizer necessariamente que o que se espera esteja fora de sua casa, em baladas pra 'pegar as menininhas'...
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Sim, é bom sair com os amigos, relaxar, mas quem disse que também não conseguimos nos divertir em casa, reunindo esses mesmos amigos para um happy hour, momentos nostálgicos com jogos de tabuleiros, vendo um bom filme, batendo um papo bacana com uma música de fundo melhor ainda, enfim.
.Às vezes estamos em busca de um contato mais íntimo e próximo, em outras horas queremos a impessoalidade da multidão. Depende do momento que estamos, e do que fazer. O importante é o que nos dá prazer em termos de diversão.
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No mais, bom fim de semana a todos!
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segunda-feira, novembro 03, 2008
História da Carochinha
domingo, outubro 12, 2008
Mon Animal
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Eu a vejo quase todas as manhãs. Não é exatamente bonita. Aliás ela é de uma feiura estranha como se carregasse uma boniteza espalhada em si, nos gestos e não nos traços exatamente. Não importa.Importa é que a vejo acompanhada perenemente pelo seu cão. Um pastor alemão com cara de bom companheiro. E o é. Eu vejo. Olha-a muito, encaixa seu focinho entre os joelhos dela, brinca com ela, gane querendo dengo. Ela também, essa minha vizinha de uns quarenta e vividos anos, brinca de não-solidão com esse cachorro específico; gosta dele, ri: Não Duque, assim não, deixa o moço, Duque, me espere. Não vá na minha frente assim, cuidado com o carro, menino. Ele a olha como quem agradece. E vão os dois, não em vão, pelas ruas de Copacabana sob o sol, felizes que só vendo. Eu vejo.
.Ela é camelô; nos encontramos no elevador e eu: - Vocês se divertem tanto, é tão bonito. - É, nos conhecemos na rua. Ele olhou pra mim bem nos meus olhos. Eu estava trabalhando. Vi logo que era um cão bem cuidado fisicamente mas faltava-lhe carinho. Deixei minhas bugigangas (ela vende coisas que querem imitar jóias antigas) por não sei quanto tempo e fiquei agachada na calçada na Avenida Nossa Senhora, só namorando ele. Decidimos que ele viveria comigo. Naturalmente. Tudo aconteceu "naturalmente", ela frisou, como se quisesse dissipar de mim qualquer sombra de suspeita de um possível roubo.
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Noutro dia no mesmo elevador, ela com seu carrinho de balangandãs, eu e Duque. O elevador apertado e ela continuou femininamente a conversa do último elevador nosso: Tenho certeza que ele é de câncer. É muito sensível. Só falta falar. Né Duque? ... ele não é lindo? Eu disse: Lindíssimo. E você que signo é? Ah, sou capricórnio mas com ascendente em câncer, combina sim.
.Eu vejo Duque lambendo as mãos dela, as magras mãos cujos dedos ela oferecia de propósito e distraidamente a imordida dele. Eu olho admirando receosa por conta dos afiados dentes dele. Quase não entendo de cães.
.- Ah, você tem medo... ô não ofenda ele; Duque entende pensamentos e não gostou do que você pensou. Jamais me morderia, jamais me trairia. Né Duque?
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Senti o pensamento de Duque latindo que jamais a trairia. Achei bonito. Chegamos. Tchau, bom trabalho. Tchau Duque.
.Fui para a rua pensando longamente nos dois. Depois pensei nos mistérios da astrologia e perdi o fio do meu pensamento. Ao final da tarde avistei pela janela Duque e Ângela indo ver o crepúsculo na praia. Depois vi os dois voltando sorridentes e caninos, sob a noite estrelada; ela com fitas de vídeo penduradas ao braço; sempre conversando com ele.
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Tenho inveja de Ângela. This is the truth. O animal que eu quero não mora comigo, não almoça mais comigo, não brinca mais, não me telefona, não me adivinha os pensamentos, não me acompanha ao crepúsculo, não gane querendo dengo, nossos signos parecem não mais combinar. O animal que quero, pensa demais e por isso não passeia mais comigo.
.E o pior: Não me lambe mais.
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por Elisa Lucinda
quinta-feira, setembro 25, 2008
TRÓIA: A HISTÓRIA, O MITO E O FILME
Não. Eu não estou maluca. Esse post aqui é somente para explicar a uma pessoa a influência mítica sobre o filme "Tróia". (Embora eu, particularmente ache que não passou de uma leeeeeeve influência. O filme dá uma ênfase maior no aspecto humano, deixando o mitológico em segundo plano). Bom, tá aqui o melhor que consegui. Vamos lá...
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TRÓIA: A HISTÓRIA, O MITO E O FILME
TRÓIA: A HISTÓRIA, O MITO E O FILME
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A megaprodução cinematográfica Tróia, traz de volta a lendária história de amor, traição, honra, sangue, guerra, heróis e ruína.
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Tróia, uma civilização rica e próspera o suficiente para se defender de seus inimigos, mas que sucumbiu graças ao rapto da mais bela mulher do mundo, Helena, a obsessão de Agamenon por poder e a persistência do astuto herói grego Ulisses, que pacientemente arquitetou o plano do Cavalo de Tróia, o gigantesco animal de madeira que é oferecido como presente aos troianos.
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Essa conhecida narrativa sobre a Guerra de Tróia é considerada a mais lendária de todos os tempos. Sendo a referida guerra, a primeira da história do ocidente.
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Graças a Homero, considerado o pai da literatura ocidental, autor das primeiras obras literárias da antiga Grécia, a Ilíada e a Odisséia, temos a oportunidade de conhecer esta fabulosa lenda que apresenta relatos que podem ser verdadeiros.
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Tróia realmente existiu? Os antigos historiadores como Heródoto e Tucídides sempre acreditaram na Guerra de Tróia. Atualmente o arqueólogo alemão Manfred Korfmann, que desde 1982 está à frente dos trabalhos em Hissarlik, na Turquia, afirma ter encontrado as ruínas da cidade que era o centro comercial da Era do Bronze (leia mais em arqueologia).
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TRÓIA
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Cidade proto-histórica, famosa na literatura e na lenda, identificada com uma das noves cidades superpostas descobertas na colina de Hissarlik, no extremo noroeste da Anatólia, dominando o Helesponto (Estreito de Dardanelos, na costa noroeste da Turquia). Seu interesse arqueológico é sobrepujado pela sua importância literária. A guerra que lhe causou a destruição está narrada na Ilíada, os mais antigos poemas épicos do ocidente, escritos antes de 750 a.C. e que se atribui a Homero. Este poema foi o primeiro do Ciclo Troiano - nome tradicional do complexo conjunto de lendas relacionadas à conquista e destruição da cidade de Tróia (ou Ílion, daí o nome Ilíada) por uma coalizão dos povos helênicos que prolonga na Odisséia, também atribuído a Homero, mas de composição posterior; ressurge na Eneida, de Virgílio, que conta a viagem de Enéias, de Tróia à Itália, passando por Creta, pelo Epiro, pela Sicília, por Cartago e novamente pela Sicília; e através de poetas como Dictys Cretensis, pseudo-historiadores como Dares e do escritor bizantino Joannes Tzetzes, refloresce no Ocidente Medieval com o “Romance de Troe” de Benoit de Saint-More(1184).
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O MITO
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Paris, filho do Rei Príamo de Tróia, havia raptado a mais esplêndida mulher do mundo, a formosa Helena, esposa de Menelau, rei de Esparta. Disposto a vingar o ultraje, este reúne todos os gregos num poderoso exército, cujo comando cabe a Agamenon, rei de Micenas e irmão mais velho de Menelau, no qual destacam-se os mais famosos heróis da época: o invulnerável Aquiles e o astucioso Ulisses (Odisseu para os gregos). A legião de Agamenon atravessa o mar Egeu com uma frota de mais de mil navios. O cerco a Tróia durará dez anos, sucedendo de parte a parte grandes feitos heróicos, até que os gregos, sob inspiração de Ulisses, constroem um gigantesco cavalo de madeira e o abandonam perto das portas de Tróia, fingindo uma retirada. Como consideram o cavalo um animal sagrado, os troianos recolhem o presente. Apesar dos pressentimentos de Cassandra (filha de Príamo), os troianos introduzem na cidade o gigantesco animal, que trazia oculto em seu ventre os guerreiros de Ulisses. Abertas as portas, os gregos investem, sendo Tróia completamente saqueada e destruída. Príamo é morto em seu altar, o bebê de Heitor é jogado da sacada da muralha e morto, e Cassandra é estuprada. O herói troiano Enéias, filho de Vênus, escapa com alguns partidários e depois de muitas aventuras se instalará no Lácio, dando origem ao povo Romano.
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ARQUEOLOGIA
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Heinrich Schiliemann, entre 1870-90, identificou o local da antiga Tróia com a colina de Hissarlik e ali descobriu sete cidades superpostas. Wilhelm Dörpfeld, que o auxiliava desde 1882, prosseguiu as escavações no período de 1893-94 e conseguiu reconhecer os restos de mais duas cidades. A existência destas nove cidades superpostas foi confirmada pelos cuidadosos estudos de Carl W. Blegen, americano da Universidade de Cincinnati, entre 1932-38, que nelas distinguiu 46 estratos construtivos agrupados em nove períodos. Tróia I, a mais antiga, é um pequeno recinto fortificado com menos de 50 m na parte mais larga, datada de 3000 a 2600 a.C., 1ª fase do Bronze Antigo. Tróia II, ainda bem pequena, fortificada, com uns 100 m de extensão máxima, seria mais um castelo, simples, porém rico; foi destruída pelo fogo cerca de 2300 a.C., nela foi descoberto um tesouro de jóias e objetos preciosos que Schilemann, pensando tratar-se da Tróia homérica, denominou tesouro de Príamo.
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Tróia III, IV e V foram pequenas cidades de mera importância local, entre 2300 a 1900 a.C. quando ali termina o Bronze Antigo. Tróia VI, já bem mais importante e rica, começa pouco antes de 1725 a.C., sendo destruída por um terremoto cerca de 1275 a.C. De suas ruínas, surge Tróia VII-a, a verdadeira Tróia épica, destruída por inimigos cerca de 1200 a.C. Tróia VIII é da época clássica da Grécia. Tróia IX pertence ao período helenístico-romano, quando Alexandre nela sacrifica a Aquiles, de quem julgava ser descendente; Lúcio Cipião, Sila, Augusto e Caracala entre outros, a protegeram e beneficiaram. A partir do séc. IV d.C. desapareceram completamente os vestígios históricos da cidade.
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É quase certo que a lenda possui um núcleo de verdade, mas é impossível provar-lhe a historicidade. A mais recente interpretação dos documentos hititas pertinentes (1957), favorece a hipótese de que os Ahhiyawa (Aqueus ? ) fossem um povo proto-grego vindo da Europa que, da região e na época de Tróia VI, tivesse enxameado pelo Egeu formando colônias de micenianos. Seria assim dessas colônias, que teriam partido os conquistadores de Tróia VII-a ? Mas, nessa época, as freqüentes migrações de povos tornam o problema insolúvel.
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O responsável por acabar com as dúvidas foi o alemão Manfred Korfmann, que comanda atualmente os trabalhos em Hissarlik. O arqueólogo, nos últimos 20 anos, reuniu inúmeras provas de que Schliemann estava certo. Hoje, poucos duvidam de que a localidade descoberta seja Tróia. Recentemente, Korfmann refutou mais um argumento da corrente de historiadores que ainda alimenta desconfianças em relação ao achado. É que em Ilíada, Homero retrata Tróia como sendo uma cidade portuária, a apenas a 600 metros de distância do mar. O problema é que Hissarlik fica a seis quilômetros da praia mais próxima. O argumento dos céticos caiu por terra depois que Korfmann realizou escavações em grandes profundidades e descobriu fósseis marinhos nos arredores, exatamente a uma distância aproximada de 600 metros de Tróia. Com isso, provou que o mar já estivera bem perto da cidade e, ao longo dos anos, recuou. Por sinal, este seria o motivo da decadência da nona Tróia, que havia perdido sua importância estratégica como cidade portuária do Mediterrâneo.
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O fato de Tróia ter realmente existido, entretanto, não significa que a cidade esteve envolvida numa guerra contra os gregos, pelo menos não num embate grandioso como o narrado por Homero. Tróia realmente era uma cidade fortificada, cercada por altas muralhas e trincheiras. Isto indica, acredita Korfmann, que houve a necessidade de se proteger de possíveis inimigos ao longo dos anos. Ossadas com indícios de morte violenta também foram achadas, o que contribui para confirmar a tese. Além disso, também foram descobertas pontas de lanças e flechas enterradas nos vãos das muralhas, o que indica que Tróia esteve sob ataque. Mas as evidências encontradas até o momento apontam para combates bem menores do que os descritos por Homero. E, possivelmente, tais enfrentamentos teriam sido motivados por interesses financeiros e não por ciúmes. Outro ponto que ajuda a embasar a idéia de que a Guerra de Tróia não aconteceu é a ausência de indícios arqueológicos dos regimentos gregos nas proximidades. Se eles realmente tivessem mantido um cerco de tão longa duração em volta de Tróia, teriam de haver resquícios arqueológicos de seus acampamentos nos contornos da cidade. Tais refugos, no entanto, nunca foram encontrados.
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HOMERO
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A Grécia é conhecida por ser um dos berços da civilização ocidental. Aos gregos são atribuídas realizações fabulosas nas áreas da filosofia, das artes plásticas, da literatura, da música, do teatro, da política, da ciência e da organização das cidades. Entretanto, a mitologia está entre as suas maiores contribuições e influencia toda a arte e a filosofia ocidentais, fornecendo-lhe os mitos e arquétipos básicos.
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As mais conhecidas narrativas da mitologia grega estão contidas nas duas grandes obras de Homero, a Ilíada e a Odisséia. A Ilíada é uma história de guerra e a Odisséia é uma história de viagens. Nela, Homero relata as aventuras de Odisseu (Ulisses) após a Guerra de Tróia. Durante dez anos o herói tenta retornar a Ítaca, seu reino, onde ansiosamente o aguardam o pai Laerte, a esposa Penélope e o filho Telêmaco; numerosas aventuras, porém, retardam sua volta.
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Homero era o último descendente de uma linhagem de poetas orais. Conta-se que a história da guerra de Tróia foi contada em forma de música épica sobre as grandes batalhas e heróis durante 500 anos até a invenção do alfabeto grego, sendo passada de geração em geração. Os textos da Ilíada são também os primeiros do alfabeto grego.
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Embora os antigos gregos atribuíssem a Homero a autoria da Ilíada e da Odisséia não há nenhuma evidência de que ele tenha existido realmente. Estudos recentes situam a data de composição por volta de 750 a.C., e o uso predominante do dialeto iônico sugere que seu autor era proveniente das ilhas do Egeu ou da costa da Ásia Menor. A lenda de que Homero era cego e analfabeto não tem, também, qualquer fundamento histórico.
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A ILÍADA
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O único registro da guerra de Tróia, conflito de proporções colossais encontra-se presente nos quase 16 mil versos da obra Ilíada. Trata-se de um relato tardio. Acredita-se que Homero – que viveu por volta do século VIII a. C.- tenha escrito cerca de 400 anos após a queda de Tróia. Como a história e seus personagens já eram, em seu tempo, bastante conhecidos, o poeta não oferece qualquer introdução ao conflito. O primeiro canto da Ilíada trata da rixa entre os dois maiores heróis gregos: Aquiles e Agamenon, já ao final do nono ano e, portanto quase no fim do combate.
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Fonte de inspiração para um sem-número de autores e poetas, o estilo de Homero é inconfundível. Dispostos em 24 cantos magníficos, os milhares de versos do poema são o testemunho de uma cultura de tradição oral. Heróis, deuses, sentimentos e idéias misturam-se em uma atmosfera mítica e instigante.
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Outro fato desconhecido do grande público e, mesmo polêmico entre os estudiosos, é o verdadeiro objetivo de Homero ter escrevido a Ilíada. O rapto de Helena pelo príncipe de Tróia, Páris, é apontado como o principal motivo da guerra, assim como a destruição da cidade de Ílion (nome original de Tróia), o seu desfecho. No entanto, o "olhar homérico" volta-se quase que exclusivamente para a ira do herói grego Aquiles.
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A ODISSÉIA
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A Odisséia foi composta provavelmente um pouco depois da Ilíada. O título do poema deriva do nome do principal protagonista, Odisseu, herói grego mais conhecido entre nós pelo nome romano, "Ulisses".A exemplo da Ilíada, a Odisséia se baseia em longa tradição oral e assumiu forma escrita somente no fim do século VI.A Odisséia, de Homero, expressa com força e beleza a grandiosidade da remota civilização grega. Datada provavelmente do século VIII a.C., quando os gregos, depois de um longo período sem dispor de um sistema de escrita, adotaram o alfabeto fenício. Na Odisséia repercute ainda o eco da guerra de Tróia, narrada na Ilíada.Ulisses, filho e sucessor de Laerte, rei de Ítaca e marido de Penélope, é um dos heróis favoritos de Homero e já aparece na Ilíada como um homem perspicaz, bom conselheiro e bravo guerreiro.
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A Odisséia narra as viagens e aventuras de Ulisses em duas etapas: a primeira compreende os acontecimentos que, em nove episódios sucessivos, afastam o herói de casa, forçado pelas dificuldades criadas pelo deus Posêidon. A segunda consta de mais nove episódios, que descrevem sua volta ao lar sob a proteção da deusa Atena. É também desenvolvido um tema secundário, o da vida na casa de Ulisses durante sua ausência, e o esforço da família para trazê-lo de volta a Ítaca.
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A Odisséia compõe-se de 24 cantos em verso hexâmetro (seis sílabas), e a ação se inicia dez anos depois da guerra de Tróia, em que Ulisses lutara ao lado dos gregos.
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É consenso na era moderna que a Odisséia completa a Ilíada como retrato da civilização grega, e juntas, as duas testemunham o gênio de Homero e estão entre os pontos mais altos atingidos pela poesia universal.
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AQUILES:
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Herói grego, filho de Peleu e da ninfa marinha Tétis. Relata o mito que Zeus ambicionara Tétis, mas ao saber que a nereida daria à luz a um filho superior ao pai, cedeu-a a um mortal. Como as Parcas (divindades que representavam o poder do destino) prognosticassem que o filho morreria cedo, Tétis mergulhou-o nas águas do Lago Estige para torná-lo invulnerável. Realmente, todo o corpo, exceto o calcanhar por onde o segurou, adquiriu invulnerabilidade. Aquiles se tornou um jovem belo e forte, o mais veloz nas corridas. Ao eclodir a Guerra de Tróia, temendo pela vida do filho, Tétis escondeu-o na corte de Licomedes, em Esciros, mas o ardiloso Ulisses, fingindo-se de mercador de jóias e armas, apresentou-se na referida corte.
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Sendo identificado, tal a sua experiência no manejo de armas, Aquiles marchou com os gregos sobre Tróia e tornou-se o mais famoso dos guerreiros. No décimo ano da luta, capturou a jovem Briseida, que lhe foi arrebatada por Agamenon, chefe supremo dos gregos. Aborrecido com essa afronta, retirou-se da guerra.
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Sentindo a falta de seu valioso auxílio, conseguiram os gregos persuadi-lo a ceder sua armadura e aos seus guerreiros, os mirmidões, ao seu amigo Pátroclo. Este, porém foi morto por Heitor, que se apoderou de sua armadura.
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Sedento de vingança, Aquiles reconcilia-se com Agamenon. De armadura e escudos novos, forjados por vulcano, retornou à luta, matou Heitor, o campeão de Tróia, filho primogênito do Rei Príamo, e arrastou o seu cadáver pela cidade, profanando o seu corpo e colocando-o em torno da sepultura do amigo. Quando o velho rei Príamo veio lhe pedir o corpo do filho, Aquiles, compadecido, atendeu ao seu pedido. Pouco depois, Apolo(deus grego das profecias, da medicina e da música, arqueiro-mestre e excelente corredor, filho de Zeus e Leto, filha de um titã) revela a Páris a fraqueza secreta do guerreiro Aquiles. Sabendo desse segredo, ele estica o arco e, com a mão guiada por Apolo, faz pontaria no calcanhar do herói aqueu. Atingido por uma flecha envenenada, Aquiles cai e morre.
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O FILME
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Uma guerra em nome do amor? Ou será que a traição da majestosa Helena com o seu amante Páris e a sua fuga é apenas um pretexto para o rei Agamenon de Micenas, Grécia, conquistar Tróia com o objetivo de expandir seu poder e riqueza?
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Tróia sempre foi cobiçada por seus inimigos. Rica e próspera, era o centro mercantil mais importante da época. Invejada por muitos reis ambiciosos. O duelo entre as duas importantes civilizações que aprendemos na escola, está ainda mais interessante exibido na grande tela.
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CURIOSIDADES:
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1. Agamênon, o vilão do filme por ser rei da Grécia e desafeto de Aquiles, é personagem de várias tragédias. Foi ele quem sacrificou sua filha Ifigênia para acalmar os mares na ida dos navios a Tróia. Quando voltou da guerra, foi assassinado pela esposa Clitemnestra (um nome quase pior que Briseida). Sua morte foi vingada por seus filhos Orestes e Electra. Tem uma trilogia inteira do Ésquilo falando disso. O Complexo de Electra, versão feminina do de Édipo, é referência a Agamênon e Electra.
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2. Heitor e Páris, príncipes de Tróia, foram apenas os dois filhos mais famosos entre os cinqüenta (é, eu disse 50) que Príamo teve. Príamo foi o último rei de Tróia.
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3. Páris foi outro que teve uma infância difícil. Foi abandonado ao nascer porque uma profecia dizia que ele seria responsável pela ruína de Tróia (bingo), e criado por pastores. Mais tarde Afrodite lhe prometeu o amor de Helena, e o rapaz, provavelmente influenciado por esta promessa, aproveitou uma missão de paz a Esparta e pumba, pegou a mulher do rei.
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4. Helena é a única filha mulher de Zeus e uma mortal, e a imortal é justamente Leda, aquela que Zeus disfarçado de ganso seduz ou estupra, dependendo da versão. Desde bem pequena, Helena passa a ser considerada a mulher mais linda da Terra. Tem quem jure que Helena foi raptada por Páris, não ido a Tróia de livre e espontânea vontade. Mas outras fontes contam que ela e Páris levaram uma fortuna do marido ao deixar Esparta, então... Mesmo assim, ao contrário do que mostra o filme, seu marido Menelau não morre em Tróia. Ele recupera Helena, a perdoa e a leva de volta pra Esparta.
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5. É o único filho de Aquiles quem mata Príamo, o rei de Tróia. Pouco depois ele se casa com a única filha de Helena e Menelau. E aproveita também pra se casar, ao mesmo tempo, com a viúva de Heitor.
terça-feira, setembro 16, 2008
domingo, maio 11, 2008
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Voltando, pensou encontrar tudo como antes e queria
refazer nos caminhos, as marcas das flores pisadas.
Sonhou um reencontro lindo, revivendo momentos intensos
de carinho.
Mas, encontrou apenas a desilusão, a mágoa contida,
a esperança cansada de promessas não cumpridas e
o desencanto pelos abraços castrados no espaço.
E chorou a felicidade perdida.
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O Disfarce
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Cansado da sua beleza angelical, o Anjo vivia ensaiando caretas diante do espelho. Até que conseguiu a obra-prima do horror. Veio, assim, dar uma volta pela Terra. E Lili, a primeira meninazinha que o avistou, põe-se a gritar da porta para dentro de casa: "Mamãe!Mamãe! Vem ver como o Frankenstein está bonito hoje!"
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Marcadores:
Mário Quintana
O resto é resto
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Resolvi que não tenho mais problemas.
Eu os invento.
Portanto, nesse momento,
Anulada qualquer culpa.
Quebrado qualquer quebranto.
Nenhuma dúvida restará.
Inválida será qualquer dor.
De agora em diante,
simplesmente não entendo
o que não se explica
Não me confundem mais as palavras.
Volto a ser gente que só sente,
sinceramente.
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Resolvi que não tenho mais problemas.
Eu os invento.
Portanto, nesse momento,
está desinventado
todo e qualquer constrangimento.Anulada qualquer culpa.
Quebrado qualquer quebranto.
Nenhuma dúvida restará.
Inválida será qualquer dor.
De agora em diante,
simplesmente não entendo
o que não se explica
Não me confundem mais as palavras.
Volto a ser gente que só sente,
sinceramente.
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Dividir as coisas com as pessoas pode ser muito bom, mas às vezes não é muito fácil. O banheiro, o trabalho, o quarto, ou mesmo a cama, o carro, o computador, etc., qualquer coisa que nos seja útil, ou importante e que queiramos organizar a nosso modo criam bons impasses se não administrarmos bem nosso egocentrismo. O jeito do outro sempre é o pior jeito de fazer as coisas... e por aí vai.
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eu só atraio gente esquisita
meus amigos são esquisitos
minha família é esquisita
meus médicos são esquisitos
eu não
eu sou uma gracinha
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Será que a morte resolve? Não quero que sofra dores físicas. Só quero que não exista mais, para eu não ter de esperar todo dia pelo dia de você voltar. É que há épocas em que estou lúcida e te odeio muito - cato o saco de motivos que me deu, e vasculho até lhe desejar o fim. Mas há outras em que me falha a memória e a saudade me traz você bom, adorável. Aí amo e amo e amo até me perder na ilusão. Só vou reaver-me dias depois, já de joelhos vasculhando o chão a procura de minha vida.
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Nessas horas, daria o senso de humor e um dedo mindinho para saber o que você anda pensando aí nas distâncias. Pensa na guerra do Iraque? Nos planetas não descobertos? Deseja aprender o chinês? Pensa em mim quando acorda? E quando vai dormir? Inventa casas para morarmos, planeja viagens pelo Tibet, escolhe veleiros para atravessarmos o Pacífico?
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Preciso tanto arrumar tempo para aprender a te querer menos, mas ando muito ocupada remendando um coração partido. É tarefa longa, não costuro bem. E longa é a avenida de clichês que se engarrafam no rush da minha cabeça. Amor burro.
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Às vezes me assolam desejos insanos. Quero subir no farol da praia e gritar seu nome bem alto. Quero pichar o Pão de Açúcar com versos apaixonados. Desejo plantar bandeiras de amor nos arranha-céus de Xangai e anseio por lavar o chão da rodoviária de São Paulo ou marchar sobre os cotovelos, se isso tornar possível nossa história impossível.
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E tem dias de decisões. Nenhuma lágrima mais, nenhum lamento! Plantarei um World Trade Center inatacável dentro do meu coração. Cavalgarei quatro luas no cavalo que você me deu para a noite engolir o escuro que há dentro de mim. Acenderei uma alameda de velas para te celebrar. no dia de teus anos, acompanhaa dos seres que amam sem medo, vou, em procissão, pedir à Mãe que te liberte para amar assim. Pedirei também que sua vida seja boa e feliz. E construirei uma capela na colina mais bonita, para lembrar a Deus que tenho esperanças. Sento ali e espero um milagre. E depois de 50 anos, se nada acontecer, morro eu, cansada por sofrer dores físicas a cada dia que meu corpo gritou pelo seu.
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E olha que eu só queria andar de mãos dadas e viver contente a seu lado.
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Seja Feliz no Dia das Mães!
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duplo ocaso
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passei a tarde olhando minha mãe
semi-adormecida
parece querer ir-se com o sol
que se põe.
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desiste a cada dia
mais e mais
desiste.
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(logo ela que tanto desafiou a vida...)
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triste ver que desiste
triste vê-la
triste.
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duplo ocaso
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passei a tarde olhando minha mãe
semi-adormecida
parece querer ir-se com o sol
que se põe.
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desiste a cada dia
mais e mais
desiste.
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(logo ela que tanto desafiou a vida...)
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triste ver que desiste
triste vê-la
triste.
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